ATINS E CANTO DO ATINS : BELAS LAGOAS, DUNAS E PRAIAS NOS LENÇÓIS MARANHENSES

Um dos melhores passeios que você pode fazer nos Lençóis Maranhenses a partir de Barreirinhas, daqueles do tipo bate-volta, é a Atins. Foi o passeio mais bonito e mais proveitoso que fiz nos Lençóis, apesar de eu ter gostado muito também do Circuito da Lagoa Bonita. Mas, para mim, o circuito de Atins saiu vencendo porque com ele você desfruta não somente das belas lagoas e dunas, mas também das praias. E o mais legal, tudo num cenário bem mais desértico. Como é mais demorado chegar a Atins e, portanto, mais cansativo, o destino não é o mais procurado. Leva-se cerca de duas horas a bordo de uma Toyota 4X4 (tipo jardineira) numa trilha de areia para se chegar aos primeiros atrativos. Como a estrada de areia é bem rudimentar, o carro saculeja bastante, mas não tanto quanto para a Lagoa Bonita. No caminho, você passa por trilhas bem estreitas no meio do mato, então os galhos das árvores saem batendo nas laterais do carro. Se você não tomar cuidado, pode se machucar, exatamente como eu disse acontecer no caminho para a Lagoa Bonita. Porém, para Atins, há bem menos desses "corredores", pois as trilhas são mais largas. Por outro lado, há mais poças d'água que a Toyota tem que atravessar, algumas fundas, então dá mais medo de atolar. Há épocas em que essas poças ficam tão fundas (a ponto de entrar água no veículo) que os passeios a Atins precisam ser cancelados. 

Mas todo o trajeto até Atins vale a pena, havendo obstáculos ou não. Nossa viagem foi tranquila, nada atrapalhou, mas nem por isso ela deixou de ser uma aventura. É verdade, fazer uma viagem daquelas, mesmo com tudo dando certo, é uma aventura! Não somente por causa da trilha rudimentar que o carro tem que fazer, mas também pela emoção de subir em algumas dunas dentro do veículo e pela recompensa de se estar em cenários tão distantes do comum. Dá para ter a sensação de que você está perdido num paraíso, ou que você é um dos poucos sortudos a estar ali. E, apesar de você se sentir tão pequeno no meio daquela vastidão de areias brancas e águas refrescantes, você se sente ao mesmo tempo como se estivesse sendo abraçado pela natureza. Um momento único. Um cenário único.   
     
Atins é um vilarejo bem simples e rústico, com ruas de areia e muito pouca infraestrutura. É um daqueles destinos para quem gosta de ficar isolado do mundo, mas é exatamente essa característica que tem atraído investidores na região com intenção de abrir pousadas e restaurantes, principalmente franceses, italianos e janoneses, segundo relato de nosso guia. Com isso, Atins está crescendo cada vez mais e muitos viajantes já optam por se hospedar no vilarejo como base para visitar os Lençóis Maranhenses, sendo este mais um motivo, além da distância, pelo qual o passeio de um dia a Atins, a partir de Barreirinhas, não ser um dos mais concorridos. 

Como eu adoro uma infraestrutura, fiquei surpresa quando ouvi o guia dar essa informação sobre a preferência de hospedagem em Atins por parte de muitos viajantes. Porém, é justamente a rusticidade e tranquilidade de Atins o seu grande atrativo, combinado, logicamente, com suas belezas naturais, que incluem praias, dunas e lagoas. Se, por um lado, há a falta de infraestrutura em Atins, por outro, há a vantagem da sua localização próxima às lagoas, dunas e praias, assim os turistas podem chegar até esses atrativos em caminhadas. Não precisam gastar dinheiro com passeios das agências de turismo e fazem seus roteiros com mais liberdade. Porém, deve haver trilhas que requeiram a ajuda de um guia, por isso é sempre prudente se informar na pousada antes de se aventurar. 

Enfim, para explorar os Lençóis Maranhenses, há aqueles que preferem ficar hospedados somente em Atins, outros dividem a estada entre Barreirinhas e Atins, e outros se instalam somente em Barreirinhas, a principal base turística. Eu fiquei com essa terceira alternativa e não me arrependo. Adorei o centrinho de Barreirinhas, que, apesar de pequeno e ainda um pouco limitado, tem mercados, farmácias, bancos, lojas e restaurantes. Gosto de ter as coisas perto de mim, caso eu necessite delas. Então, para mim, ter Barreirinhas como base e fazer os passeios de dia inteiro (ou meio dia) foi perfeito. Entretanto, se eu tivesse tido mais tempo nessa viagem, eu teria ficado duas noites também em Santo Amaro (rústica também), pois dizem que as lagoas de lá são as mais bonitas de todas. Com as quatro noites que fiquei em Barreirinhas, teria sido possível fazer um passeio de dia inteiro a Santo Amaro, o que já seria um ótimo aperitivo. Mas, como a região fica distante, não saiu nenhum passeio em grupo para lá durante minha estada em Barreirinhas.

As agências chegam a organizar passeios para Santo Amaro, dependendo da procura, mas pode haver uma semana que não haja nenhum tour para lá. Eu poderia ter contratado um serviço privativo, mas teria sido bem mais caro, por isso, eu quis deixar Santo Amaro para uma outra vez. Fiquei um pouco frustrada... Mas, quer saber? Depois que os guias me disseram que as lagoas de Atins estavam tão bonitas quanto as de Santo Amaro, eu me dei por muito satisfeita. Afinal, o que eu mais vi nessa viagem foram as lagoas dos Lençóis Maranhenses, lindas e cheias (fui em julho), então eu voltei para casa muito satisfeita.

A primeira parada no nosso Circuito de Atins foi na Lagoa Tropical. Para chegarmos a ela, precisamos fazer uma pequena caminhada (o carro nos deixa o mais próximo possível das lagoas porque o veículo não pode subir em todas as dunas, por isso uma caminhada sempre é necessária) e atravessar uma lagoa com água que batia na nossa cintura. Mas foi muito tranquilo. Só tivemos que tomar cuidado com os nossos pertences para não molhá-los. Na Lagoa Tropical, fizemos uma parada de 40 minutos para contemplação e banho. Vista linda; banho delicioso. A segunda parada, de 30 minutos, aconteceu na Praia da Foz de Atins, onde tomamos banho de mar, descansamos um pouco na rede em frente a um bar, onde tomamos água de coco bem geladinha e refrescante. A terceira parada foi para almoço no Restaurante do Sr. Antonio, no Canto do Atins. O restaurante faz sucesso por causa dos seus camarões grelhados graúdos, os mesmos preparados pelo restaurante da Luzia, que foi quem começou com a fama da iguaria. Os dois restaurantes ficam próximos. 

Perto do restaurante do Antonio fica a Praia do Atins, onde foi a nossa quarta parada. Foi breve, mas deu para admirar a vastidão daquela praia que se apresentava como um deserto, mas com o mar ao fundo e muitas aves pousando na areia e voando à beira-mar. Finalizamos o circuito tomando banho na Lagoa da Capivara, tão bonita quanto à Lagoa Tropical. Esta quinta parada foi de aproximadamente 50 minutos, tempo que foi muito bem aproveitado para também nos aventurarmos descendo a duna bem íngrime que levava direto à agua da lagoa. O desafio era conseguir descer sem pagar mico, isto é, sem cair. Para subir, o desafio era ainda maior e, por isso, mais divertido. Nosso horário de retorno foi aproximadamente às 16:00. Foi o passeio mais completo que fizemos nos Lençóis Maranhenses. Mais do que recomendado!



OBS: Se quiser ver as fotos ampliadas, é só clicar em cima delas.

Esta é a Lagoa Tropical, uma das mais bonitas do Circuito de Atins. As lagoas dessa região recebem menos visitantes, por isso as fotos dão a impressão de que só você estava naquele paraíso. Nesta hora, por exemplo, só havia nosso grupo de turistas aqui (se eu não me engano, éramos dez), e como as lagoas e as dunas ocupam um espaço muito amplo, dá para tirar fotos em trechos totalmente desertos, como neste aqui. É só se dispersar um pouco do grupo e escolher o seu "pedaço". 

A foto acima foi só para dar uma amostra do que você verá no Circuito de Atins e Canto do Atins, pois o que eu quero mesmo é "começar do começo". Então, a partir de agora, vou narrar como foi esse nosso passeio em todas as suas sequências. E a partida foi com o embarque dos turistas na Toyota 4X4 a partir de suas pousadas, e de lá seguimos no veículo, juntamente com o guia de turismo, pela estrada que nos levaria até o trecho do Rio Preguiças onde é feita a travessia dos carros, como mostro nas fotos abaixo.  


Na estrada que leva ao ponto da travessia do Rio Preguiças, o guia nos mostra uma das palmeiras típicas da região do Nordeste, a carnaúba, também popularmente chamada da "Árvore da Vida". Por aqui, vemos muitas delas. A palha dessa palmeira é muito utilizada para produzir artesanato, como cestas, chapéus e bolsas. A carnaúba também é muito usada para a produção de cera (cera de carnaúba), extraída de suas folhas.


Esta é a Toyota 4X4 que nos levou no Circuito de Atins. O veículo é adaptado para poder andar bem pelas trilhas de areia, vencendo buracos e grandes poças d'água. Os turistas vão sentados nessa parte aberta do veículo (pois ele é tipo uma jardineira) e só aqueles que se sentam nas extremidades é que precisam tomar cuidado para não machucarem seus rostos e braços com a vegetação que passa rente ao carro nos caminhos mais estreitos. Eu achava que ficar sentada nesse veículo seria muito desconfortável, mas até que não foi. O desconfortável é a trepidação em várias partes da estrada, mas isso não dá para evitar. Se houver um passageiro idoso, esse pode ir na parte da frente, ao lado do motorista, que é coberta, então é mais seguro e confortável. Neste nosso passeio, por exemplo, havia um idoso (mas que tinha boas condições físicas) que foi o tempo todo da viagem nessa parte fechada. 


Os veículos entram na balsa (esta da foto) para fazer a travessia do Rio Preguiças e todos os passageiros vão juntos, mas do lado de fora dos carros. A travessia é rápida, de cerca de 10 minutos. O que pode demorar é a sua vez de entrar na balsa, pois dependendo do dia, há filas. Tivemos sorte neste dia (uma terça-feira), que, apesar de ser de alta temporada, não precisamos esperar para entrar na balsa. 


Dentro da balsa, os passageiros vão juntos com seus veículos contratados para os passeios de turismo. A travessia do Rio Preguiças é bem tranquila.

Depois da travessia do rio, a viagem do Circuito de Atins é toda feita dentro da Toyota em trilha de areia, no meio do mato. Levamos quase duas horas para chegarmos à nossa primira parada.


Esta é uma amostra de uma das partes da estrada de areia que leva a Atins. Aqui até há uma placa indicando a direção, mas há trechos sem sinalização nenhuma e achei incrível como os motoristas das agências de turismo não se perdem no meio do mato. Mas, conforme disse o guia que nos levou à Lagoa Azul, eles já têm um GPS da região na cabeça. 😃


Um dos trechos de estrada com poça d'água no caminho para Atins. Mas a valente Toyota passou sem dificuldades. Se for muito funda, não passa. Por isso, em condições assim, não há passeios para Atins.


São nestas passagens mais estreitas da estrada que as folhagens batem nas laterais abertas do carro e podem machucar quem estiver do lado delas. Este motorista até foi mais cauteloso, dirigindo com menos velocidade aqui. Já quando fomos para a Lagoa Bonita, o motorista não desacelerou; entretanto, acho que não dá para andar muito devagar para o carro não atolar. Quanto mais rápido o carro anda, maior é a "açoitada" das folhagens. Mas não se preocupe! É só você, nesses momentos, se inclinar para dentro do veículo para as folhagens não lhe atingirem. Meu marido foi um dos que sentaram na extremidade do veículo e não se machucou em nenhum momento porque tomou os devidos cuidados. Os desatentos, porém, podem se machucar. 😱



Aqui a ponte facilitou a passagem da Toyota. A estrada para Atins é assim, sempre rudimentar.


E com muita terra no caminho, que pode se tornar num verdadeiro lamaceiro, se chover.


No caminho para Atins, há trechos de terra com alta capacidade de fazer o carro atolar, mesmo sendo a poderosa e turbinada Toyota 4X4. Aqui, por exemplo, nosso motorista precisou sair do veículo para ver e sentir de perto as condições desta passagem e a profundidade da água. 


É cada poça d'água que a gente pensa que a Toyota não vai conseguir passar, mas esta passou! Os motoristas são muito experientes e precisam ser muito bons. 


A melhor parte da "estrada" é quando a Toyota anda por cima das dunas, aí o "asfalto" é bem mais macio. E emocionante, quando há descidas e subidas. Chega até a dar um friozinho na barriga, como se estivéssemos numa montanha-russa. Mas fique tranquilo porque as dunas que o carro percorre aqui não são radicais (bem diferentes daquelas de Natal, por exemplo).


E, então, depois de atravessarmos a pé aquela tal lagoa com água que vem até a cintura (falei dela acima), chegamos ao cenário deslumbrante dos Lençóis Maranhenses. Esta é a Lagoa Tropical.


A Lagoa Tropical é bem grande e dividida em partes por causa do movimento das areias que acaba fazendo esses recortes no cenário. 


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses



O "desenho" das lagoas dos Lençóis Maranhenses vai mudando de acordo com o vento que move as areias, então elas nunca vão estar exatamente do mesmo jeito a cada ano. Mas os recortes são sempre muito interessantes.



Este foi o nosso pequeno grupo de turismo do Circuito de Atins. Repare que neste momento, só há nós. O guia está junto, pois ele sempre acompanha o grupo. Procure ir a Atins nos dias menos concorridos (fora dos finais de semana). Nós fomos numa terça-feira e tivemos a Lagoa Tropical somente para a gente durante o horário de nossa visita. Mas, fique atento, porque ouvi dizer que nem toda agência de turismo traz o turista até aqui (porque é longe, dá trabalho para chegar...).


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses 


E, como já falei acima, a Lagoa Tropical é bem mais deserta do que as dos Circuitos da Lagoa Bonita e da Lagoa Azul. Então é uma emoção e tanto se ver dentro de um cenário assim, você se sentindo "dono" daquele paraíso. As fotos não conseguem mostrar a dimensão do lugar, mas parece um deserto. 


E foi neste pedaço da Lagoa Tropical (ao fundo) onde tomamos banho. A água é bem gostosa, nada fria, mas, ao mesmo tempo, bem refrescante.


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses



E eis que o telefone celular toca em plena duna dos Lençóis Maranhenses, no meio daquele "deserto". Ficamos surpresos. E a ligação funcionou muito bem! Mas não é em toda área dos Lençóis que o celular funciona.


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses 


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses


O banho na Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses 


Lagoa Tropical - Lençóis Maranhenses 


Depois da Lagoa Tropical, embarcamos novamente na Toyota e seguimos para a foz. A maré aqui neste momento já estava baixando.


Praia da Foz de Atins






Fizemos uma parada de cerca de trinta minutos na Praia da Foz de Atins, em frente a este bar onde tomamos água de coco.



E aproveitei para descansar um pouco na rede, de frente para o mar...



...que, é claro, foi um convite para um banho.


Depois seguimos para nosso almoço, passando por estradas com muito mato e animais.




E, então, chegamos ao Restaurante do Sr. Antonio, famoso pelos camarões graúdos grelhados, admirados por todos. Muitos dizem que são os melhores que já comeram na vida. Na verdade, a fama desses camarões começou com o Restaurante da Luzia, que fica perto do Restaurante do Sr. Antonio (dizem que ao lado, mas eu não vi). Dizem que a receita dos tais camarões é da cunhada da Luzia, que agora trabalha para o Antonio (o Antonio e a Luzia são irmãos). Bem, deu para sentir que roulou um desentendimento entre as partes. Mesmo o restaurante do Antonio fazendo sucesso no Canto do Atins, parece que os camarões da Luzia ainda detêm a maior fama. Mas os camarões são preparados da mesma maneira, é o que dizem. O nosso grupo preferiu ir ao restaurante do Antonio porque o que se comenta é que o restaurante dele é mais espaçoso, aconchegante, e que ele é bem mais simpático. Se é verdade ou não, não sei. Precisaria voltar para experimentar o restaurante da Luzia e ver se os comentários são injustos ou não.  


O Restaurante do Sr. Antonio fica no Canto do Atins, região que fica entre o mar e as grandes dunas dos Lençóis Maranhenses.


O Restaurante do Sr. Antonio é uma graça. Oferece redes para o descanso em várias partes do local.


Interior do Restaurante do Sr. Antonio. Tem uma parte que vende artesanato com itens bem interessantes. Comprei aqui um chapéu colorido bem bonito, feito com a palha da palmeira do buriti, material muito usado no artesanato no Maranhão.


Restaurante do Sr. Antonio - local onde fizemos a parada para almoço no Circuito de Atins.


Os camarões do restaurante do Antonio são enormes e abertos ao meio, grelhados na brasa. Dizem que os da Luzia também são assim. Os camarões são gostosos, sem dúvida, e foram os maiores que já vi na vida. Só não vou dizer que foram os melhores que comemos na vida porque preferimos preparados de outra forma, menos secos. É só uma questão de gosto. Esta é a meia porção dos camarões, que é suficiente para duas pessoas. Acho a melhor opção comprar meia porção de cada prato, se não sobra muito. A outra meia porção que compramos foi de peixe (foto abaixo).  


Eu gostei muito do peixe grelhado (até mais do que dos camarões rsrsrsrs). Já o feijão, que veio como acompanhamento junto com o arroz, achamos bem fraquinho.


Depois do almoço, rumo à Praia do Atins!





É como eu falei no início, a Praia do Atins é como se também fosse um deserto com mar. 


A parada na Praia do Atins foi somente para fotos, mas valeu muito a pena porque o visual é lindo. 


Praia do Atins e nosso veículo da agência de turismo que nos levou, a Vale dos Lençóis. Recomendo!


Se quiser vir a uma praia deserta durante sua viagem aos Lençóis Maranhenses, não deixe de conhecer a Praia do Atins. 


Embarcamos no carro novamente e fomos à nossa quinta e última parada, a Lagoa da Capivara. 


Na Lagoa da Capivara, tivemos tempo de relaxar bastante e tomar banho.  



A Lagoa da Capivara é bem extensa e tem níveis de profundidade diferentes. Antes de se jogar na lagoa, é prudente saber primeiro com seu guia qual parte está com uma profundidade legal para tomar um banho tranquilo, principalmente quem não sabe nadar. A parte à minha frente, por exemplo, estava rasa, assim como o trecho ao fundo, onde vemos os banhistas. Porém, além daquele ponto, a profundidade "passava da cabeça da gente", como me disse um garoto simpático, morador de Atins, que estava ali se distraindo pegando os peixinhos da lagoa e colocando-os dentro de uma garrafa de plástico com água, para depois libertá-los de volta ao lago. 


As dunas que cercam a Lagoa da Capivara são bem extensas. Eu não parava de pensar como este lugar parecia um deserto de areia. Sabemos que não é, mas é sempre a impressão que a gente tem. Nesta foto, estou entre duas extensas lagoas, aquela que mostrei acima, e esta outra, que fica em frente. Se eu não me engano, as duas são a mesma: a Lagoa da Capivara. 


Encontro uma única presença dentro daquela lagoa solitária. Um cão, que se refrescava ali tão serenamente. Era do garoto do qual falei acima, que me disse levar duas horas andando para chegar em casa a partir daqui, na companhia de seu cão. 


Lagoa da Capivara - Lençóis Maranhenses


Lagoa da Capivara - Lençóis Maranhenses


Lagoa da Capivara - Lençóis Maranhenses


 Aqui era a parte mais funda da Lagoa da Capivara.


Lagoa da Capivara - Lençóis Maranhenses


Lagoa da Capivara - Lençóis Maranhenses


A Lagoa da Capivara fica entre dunas bem íngrimes. Na foto, não dá para notar, mas elas são bem "verticais". Foi uma diversão, ou melhor, uma aventura, descer a duna para "cair no banho". Não literalmente, é claro rsrsrs Olhando a inclinação da duna, dá medo de descer, mas até que não foi difícil. Depois, o interessante é subir pela mesma duna, o que exige mais esforço. Nessa hora, fica todo mundo te olhando na expectativa de ver você cair rsrsrs 

Na volta para Barreirinhas, seu veículo irá fazer de novo a travessia do Rio Preguiças. Nesse momento, todos os passageiros saem dos veículos e esperam a vez de entrar na balsa. Enquanto isso, você pode comprar tapiocas nas barraquinhas que ficam ao lado do ponto da travessia. Dependendo do dia, o local fica bem movimentado, pois a espera para entrar na balsa pode chegar até meia-hora. Então, para quem gosta de tapioca, a hora de comer uma é bem oportuna.

Não deixe de conhecer as lagoas de Atins, com certeza estão entre as mais bonitas dos Lençóis Maranhenses!