ARACAJU, MANGUE SECO, CÂNION DO XINGÓ E PRAIA DO SACO: UM QUARTETO FANTÁSTICO

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Um estado pequeno, mas cheio de boas surpresas. Assim é Sergipe. Sua capital, Aracaju, é bela, pequena e calma. Apesar do nível de violência ter aumentado na cidade, o que é de se esperar em momentos de crise econômica no país, Aracaju ainda é considerada uma cidade relativamente segura. Possui uma infra-estrutura muito boa para entreter aracajuanos e turistas. Essas são algumas das vantagens que fazem Aracaju ser conhecida como a capital brasileira de qualidade de vida. De origem tupi, seu nome significa "cajueiro dos papagaios". Foi a primeira cidade planejada do Brasil com seu formato de tabuleiro de xadrez. 

O que mais dizer sobre Aracaju? Bem, pode apostar na cidade como um excelente destino turístico! Ou melhor, aposte no estado! Como Sergipe é pequeno, a partir de Aracaju, que por si só já é uma grande atração, você chega a outras belezas imperdíveis do estado (e até fora dele, como Mangue Seco) num dia de passeio. Por isso, quem vai à capital sergipana deve apostar neste quarteto fantástico: a própria Aracaju, Mangue Seco, Cânion do Xingó e Praia do Saco! Ainda achou pouco para sua "avidez turística"? Calma! Existem outros heróis nesse território que vão lhe resgatar de qualquer marasmo: Croa do Goré, Parque dos Falcões, Foz do Rio São Francisco e mais um tanto de possibilidades.


Pontos turísticos em Aracaju para dois dias de visitação:  As praias (principalmente a de Atalaia), Orla de Atalaia (que inclui atrações como a Passarela do Caranguejo, o Oceanário e o Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio), Farol da Coroa do Meio, Orlinha do Bairro Industrial, o bairro 13 de julho (onde está o Mirante da 13 de Julho), Centro Histórico de Aracaju (Praça Fausto Cardoso, Praça Olímpio Campos, Catedral Metropolitana, Praça Almirante Barroso, Praça dos Mercados, Ponte do Imperador, Museu da Gente Sergipana, Colina e Igreja de Santo Antônio), Croa do Goré e Ilha dos Namorados, casa de forró Cariri.

Pontos turísticos em Aracaju para mais dias: Centro de Arte e Cultura de Sergipe, Centro Cultural de Aracaju, Parque dos Cajueiros, Parque da Cidade, Parque da Sementeira, Igreja São Salvador,  etc. Tudo vai depender de seu tempo e interesse.

Shopping centers: Jardins, RioMar, Aracaju Parque Shopping. (em construção até a presente data)

Feiras de artesanato: Há muitas, como as localizadas nos Mercados Municipais. Essas e a Feira do Turista foram as que eu mais gostei.

Praias: Atalaia (a mais famosa), Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro são as principais.

Barracas de praia: Há algumas muito bem estruturadas: Com Amor, Paraíso do BaixinhoParati.

Passeios clássicos fora de Aracaju: Barra dos Coqueiros (outro município, mas na região metropolitana de Aracaju), Cânion do Xingó, Mangue Seco, Praia do Saco, Ilha da Sogra, Parque dos Falcões, Penedo, Piranhas, Foz do Rio São Francisco, as cidades históricas de São Cristóvão e Laranjeiras, Parque Aquático Boa Luz. As agências de turismo em Aracaju realizam esses passeios. 

Mercados municipais: São três, um do lado do outro, na Praça dos Mercados, no centro da cidade: Governador Albano Franco, Thales Ferraz, Antônio Franco. 

Gastronomia: Nordestina e frutos do mar, destacando-se o caranguejo.

Restaurantes: Entre os mais indicados são: República dos Camarões, Cantina d'Itália, Bada Grill, Cariri, Pitú com Pirão da Eliane, Carro de Bois.

O melhor de Aracaju: Na minha opinião, o passeio pela Orla de Atalaia e a Croa do Goré. Fora de Aracaju, o que eu mais gostei foi do Cânion do Xingó.

Hospedagem: O melhor lugar para o turista é o bairro da Atalaia.

Agências de turismo: As que nos foram indicadas são: Crystal Receptivo, Nozes Tour, Farol Tur. Nós usamos os serviços da Crystal Receptivo para os passeios de Xingó e Mangue Seco, já que eles oferecem traslado aeroporto-hotel-aeroporto para quem fizer um passeio com eles. Mas o aeroporto fica pertinho de Atalaia, a uns dez minutos. A corrida de táxi é barata. Gostamos do atendimento da Crystal Receptivo.

Nota: Durante o mês de junho, a cidade é palco de grandes festejos juninos.

Quantos dias são necessários para ver as principais atrações de Aracaju? Dois dias inteiros são suficientes, incluindo a Croa do Goré, se você é daqueles que têm pique. Entretanto, se gosta de ficar curtindo sol e mar (ficar, por exemplo, uma manhã inteira numa praia), inclua mais um dia, de preferência. Se quiser ir à Praia do Saco, Mangue Seco, Cânion do Xingó, Foz do Rio São Francisco, mais um dia para cada lugar. Dá até para fazer a Praia do Saco e Mangue Seco no mesmo dia (por conta própria é mais fácil), depende de sua disposição e do quanto você quer curtir as praias. Para ir a Laranjeiras e São Cristóvão, reserve mais um dia. 

Nosso roteiro diário ficou assim:
Dia 1: Orla de Atalaia; centro histórico
Dia 2: Mangue Seco; Shopping RioMar; Feira do Turista; Passarela do Artesão
Dia 3: Cânion do Xingó; Passarela do Caranguejo
Dia 4: Croa do Goré; Parque dos Falcões; Shopping Jardins; Passarela do Caranguejo
Dia 5: Praia do Saco; Lagoa dos Tambaquis


Abaixo, na descrição de meu roteiro, você verá o quanto conseguimos fazer em quatro dias e meio em Aracaju, e de que modo. O destaque aqui vai ficar para Aracaju, pois as outras visitações ganharam postagens independentes. Os nomes das atrações estão ressaltadas nas legendas em negrito.


DIA 1:

Nosso primeiro dia na cidade foi bem aproveitado porque tivemos praticamente o dia inteiro para turistar. Planejei o roteiro da seguinte maneira: visitar as principais atrações da Orla de Atalaia no sentido norte (Oceanário, feiras de artesanato, Farol etc.), a partir de nosso hotel (Ibis Budget), fazendo o máximo do caminho a pé (mapeei tudo no Google Maps), entrar nos Mercados Municipais, passear pelo centro histórico e, no final do dia, explorar o restante da Orla de Atalaia, ou seja, o sentido sul a partir de nosso hotel (Arco da Orla, Passarela do Caranguejo) etc.

Olhá só quantas atrações conseguimos ver num só dia.

Monumento aos Formadores de Nacionalidade, na orla da Praia de Atalaia. Este monumento reúne esculturas em bronze de diversas personalidades que tiveram grande importância na história do Brasil. Estou de braços dados com a estátua de D. Pedro II (1825-1891), imperador do Brasil que impediu que o país se transformasse numa América espanhola com multiplicidade de países.


Entre nós, a Princesa Isabel (1846-1921), a regente do Império no Brasil que assinou a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea. À esquerda, Joaquim Nabuco (1849-1910), diplomata que combateu a escravatura e lutou pela liberdade religiosa no Brasil. Monumento aos Formadores de Nacionalidade, Aracaju, Sergipe.


As estátuas do Monumento aos Formadores de Nacionalidade ficam expostas em uma extensa fileira horizontal num trecho do calçadão da Praia de Atalaia, que está ao fundo. Nesta foto, já aparecem todas as estátuas reunidas. Dez, no total. Mas, a meu ver, nada impede que no futuro outras sejam incluídas, pois há mais personalidades para serem lembradas. A extremidade esquerda da fileira do monumento começa com as esculturas de Tiradentes e Zumbi dos Palmares. As outras estátuas que ainda não citei são de José Bonifácio, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Barão do Rio Branco e Duque de Caxias. 


Eu, na boa companhia dos Formadores de Nacionalidade, na orla da Praia de AtalaiaNão dá para ver a praia nesta foto porque ela fica mesmo distante. Até pôr os pés na areia, é preciso atravessar uma longa passarela de madeira (há uma pertinho deste monumento), como mostro abaixo


A extensa passarela de madeira nos leva à areia da Praia de Atalaia, onde podemos fincar nosso guarda-sol, estender a toalha ou sentar numa das inúmeras cadeiras de plástico (veja à direita) oferecidas pelos vendedores das barraquinhas. 


Aqui, já estou quase no fim da passarela e tirei esta foto para mostrar como o calçadão da praia ficou distante e onde está o Ibis Budget (prédio branco com detalhe em azul, à direita). Gostei muito da localização desse hotel, do qual falo mais no final desta postagem. 


A Praia de Atalaia é própria para banho, mas deve-se tomar muito cuidado com suas ondas e correntezas para não se afogar.


A Praia de Atalaia possui uma extensa faixa de areia. Veja que uma parte da praia (a que fica perto da passarela) é tomada por guarda-sóis e cadeiras. Petiscos e bebidas são vendidos por algumas barraquinhas.


A extensa faixa de areia da Praia de Atalaia.


À esquerda, quanto mais longe da passarela, mais deserta estava a Praia de Atalaia. Mas esta foto foi tirada numa terça-feira (de janeiro). Para sua maior segurança, evite as praias mais desertas à noite. Por exemplo, a Praia de Atalaia (digo, aqui, não o calçadão) deve ser evitada à noite porque ela fica praticamente vazia, segundo informou-me uma funcionária do hotel. Já andar pelo seu calçadão é geralmente bem tranquilo, tanto de dia quanto à noite.


A bonita Orla de Atalaia, no trecho onde fica o Monumento aos Formadores de Nacionalidade, que está à esquerda nesta foto (clicando na foto, dá para ver melhor, pois a imagem se amplia).


Então, depois de tirarmos fotos junto ao Monumento aos Formadores de Nacionalidade e de pisarmos na areia da Praia de Atalaia, fomos caminhando no sentido norte (à esquerda). Eu já sabia quais atrações eu encontraria pelo caminho, pois eu já havia traçado tudo pelo Google Maps. Mas ao vivo tudo tem outro brilho, não é? E uma das coisas que eu reparei foi que na Orla de Atalaia tudo é muito bem cuidado e pensado para o bem-estar dos locais e turistas. Há bancos para o descanso, jardins, lago, parque para as crianças, área de lazer para a família, quadras poliesportivas, restaurantes, feiras de artesanato e um oceanário. Dá só uma olhada nas fotos a seguir.



Que tal se exercitar um pouco na Orla de Atalaia?



Ou relaxar um pouco lendo um livro, jogando cartas ou conversando com os amigos?



Como não tínhamos tempo, não fizemos nem uma coisa nem outra. Também nem pudemos parar num desses restaurantes porque àquela hora da tarde estavam fechados. É que muitos só abrem à noite, quando há mais movimento. 



Também não paramos neste parque porque, como seu próprio nome diz, o Mundo Maravilhoso da Criança é para as crianças. 



O restaurante Pizza d'Oro também estava fechado, mas, de qualquer maneira, ele não estava no nosso plano para o almoço. Esta seria uma opção para a noite.


E, então, continuamos caminhando, praticamente sem parar, observando toda a Orla de Atalaia. Aqui, outra área de lazer



E um bonito lago cercado por palmeiras.


O lago da Orla de Atalaia.


No lago, dá até para dar uma voltinha de pedalinho. 



E, então, mais rápido do que imaginávamos, demos de cara com o Oceanário (Projeto Tamar). Este é o primeiro oceanário do Nordeste. Só relembrando que ele também fica na Orla de Atalaia e que chegamos até aqui a pé desde o Monumento aos Formadores de Nacionalidade (na altura do Hotel Ibis), o que foi perfeitamente viável e prazeroso. A caminhada é de aproximadamente meia hora (sem contar as paradinhas). Não visitamos o Oceanário porque não estava em nossa lista de prioridades, mas os comentários de quem já o visitou são geralmente muito positivos, principalmente se você estiver acompanhado de crianças. O Oceanário tem o formato de uma tartaruga gigante quando visto de cima.



Bem pertinho do Oceanário (é só seguir em frente), há a Passarela do Artesão, que é uma feira de artesanato. Àquela hora da tarde, estava fechada, pois seu horário de funcionamento é das 17:00 às 22:00. Então, programe-se se quiser fazer comprinhas nessas inúmeras barraquinhas que vendem diversos tipos de souvenirs e artesanato. Nós voltamos aqui no dia seguinte à noite e vimos que os artigos vendidos são basicamente os mesmos que encontramos em outras feirinhas da cidade.


Já o Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio é mais interessante, e para chegar lá é só continuar seguindo em frente a partir da Passarela do Artesão.


O Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio abriga um grande espaço em que se vende muitos tipos de souvenirs: panos de prato, toalhas de mesa, objetos de decoração, redes, artigos em cerâmica, renda, esculturas, panelas de barro etc. 


O Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio é dividido em duas partes: à direita, itens como tecidos e artesanato; à esquerda, salas com os artigos dos artistas e artesãos.


A parte à direita do Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio



A parte à esquerda do Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio, que é "mais fechada", com uma loja do lado da outra.



O bonito hall de entrada do Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio. Fica também na Orla de Atalaia.



Após uma rápida visita ao Centro de Artesanato, continuamos seguindo em frente na Orla de Atalaia porque queríamos ir ao encontro do Farol da Coroa do Meio (ao fundo, à esquerda). No caminho, vimos mais restaurantes. 



A orla de Atalaia tem muitos restaurantes, tanto do lado sul (em direção à Passarela do Caranguejo) quanto do lado norte (em direção à Coroa do Meio). 


E rapidinho, a partir do Centro de Artesanato e Cultura J. Inácio, pudemos avistar o Farol da Coroa do Meio, que é um dos símbolos de Aracaju. Bem, daqui até a nossa próxima parada, o Restaurante do Sapatão, já contamos com a ajuda de um táxi. O sentido de nosso roteiro seria o mesmo, sempre em frente e ao norte, mas uma caminhada até o restaurante levaria quase duas horas! 


Já de táxi, levamos somente cerca de vinte minutos para chegarmos ao Restaurante do Sapatão, que fica no Bairro Industrial (ou Orlinha do Bairro Industrial). Segundo o estabelecimento, eles servem "a melhor peixada de Sergipe". Mas, na verdade, o que mais contribuiu para minha decisão de almoçar nesse restaurante não foi somente sua comida, mas também a vista da Ponte Construtor João Alves. Além disso, o meu roteiro do dia estava quase todo concentrado no sentido norte (a partir da Orla de Atalaia) para otimização de tempo. Então, foram três motivos para a escolha do Restaurante do Sapatão nesse dia: sua comida, sua vista e sua localização. Ao citar o motivo "localização", referi-me à facilidade de o restaurante se encontrar no caminho de meu roteiro. Apesar daquele pedaço ser um ponto turístico por causa da vista da ponte, os turistas não podem "dar mole" pelas imediações. Aquela região é meio deserta e fica relativamente perigosa, com risco de assaltos. E disso eu já sabia antes de chegar ali. E antes de sair, ao perguntar para o garçom como chegaríamos a pé até a Igreja de Santo Antônio (daria mais ou menos uns 20 minutos de caminhada), ele já foi logo nos avisando para tomarmos cuidado no caminho e nos aconselhou a irmos pelas ruas "de dentro", por terem mais movimentação. Acredito que no futuro essa área fique mais segura, pois estão construindo um grande shopping center bem perto do restaurante, o Aracaju Parque Shopping. Aracaju é uma cidade segura, mas ela já foi bem mais há algum tempo atrás, conforme me falaram alguns taxistas. Mas a violência aumenta com a crise econômica; é inevitável. Portanto, é só o turista tomar um pouco de cuidado na cidade que tudo dará certo. Eu achei a cidade bem tranquila e segura, mas tomei algumas precauções como faço em qualquer lugar novo que visito.  



Para curtir a vista do Restaurante do Sapatão, sente-se na sua varanda, que fica sobre o Rio Sergipe e tem a Ponte Aracaju-Barra dos Coqueirinhos (Ponte Construtor João Alves) como pano de fundo. Repare que o ambiente desse restaurante é bem informal, pois ele é simples. Venha aqui já ciente disso.


E após cerca de trinta minutos (achei o serviço um pouco demorado), chegou nosso peixe acompanhado de arroz e pirão. Gostamos da comida, mas não achamos nada de especial nela, ou seja, foi razoável, assim como os preços. Apesar de tudo, gostei de nossa vinda aqui, no Restaurante do Sapatão. Almoçamos num lugar tranquilo e aprazível. 


Ao lado do Restaurante do Sapatão, este píer sobre o Rio Sergipe é um convite para fotos mais de perto com a Ponte Construtor João Alves.



Depois do restaurante, a intenção inicial era ir até a Igreja de Santo Antônio para depois chegarmos aos mercados municipais da cidade (seria o caminho mais lógico). Mas, como ficamos com receio de ficar tarde e encontrarmos os mercados fechados (fecham por volta das 17 horas), resolvemos ir primeiro a eles. Do Restaurante do Sapatão até aqui, o Mercado Governador Albano Franco, foi uma caminhada de mais ou menos 15 minutos "pelas ruas de dentro" para ser mais seguro, conforme nos sugeriu o garçom. Então, foi pelos mercados municipais que começamos a explorar o centro histórico de Aracaju.



No Mercado Governador Albano Franco encontram-se produtos alimentícios em geral, como frutas, verduras, legumes e carnes.



Uma coisa em especial me interessou no Mercado Governador Albano Franco: a farta oferta de castanhas de caju de vários tipos. 



Saindo do Mercado Governador Albano Franco, você vai entrar nesta área, a Praça Hilton Lopes. Ao fundo, vemos o Mercado Thales Ferraz e depois o Antônio Franco (o da torre do relógio). Perceba, então, que a Praça Hilton Lopes fica entre esses dois mercados. E é nela que ocorre anualmente a festividade Forró Caju.


Dentro do Mercado Thales Ferraz, você encontrará um quiosque do Centro de Informações Turísticas, muitas lojinhas de artesanato, souvenirs, tecidos, peças em cerâmica e produtos alimentícios regionais. 


Artesanato sergipano no Mercado Thales Ferraz.


Prateleiras cheias de boas opções de souvenirs, típicas da região, numa das lojinhas do Mercado Thales Ferraz. 


Uma pequena passarela, a Passarela das Flores, faz a ligação do Mercado Thales Ferraz com este aqui, o Mercado Antônio Franco. Aqui, no Antônio Franco, o destaque são as roupas, redes, rendas e bordados (tecidos em geral). Aqui também há ótimas oportunidades para você achar uma lembrancinha para um amigo. 


Uma das barraquinhas do Mercado Antônio Franco e exemplos do que você vai encontrar aqui.



Corredor do Mercado Antônio Franco, com uma barraquinha do lado da outra. Este mercado também conta com banheiros. Resumindo, esses três mercados (Governador Albano Franco, Thales Ferraz, Antônio Franco) ocupam uma mesma área, chamada de  Praça dos Mercados.  



É também no Mercado Antônio Franco, no terraço dele, onde você encontrará um restaurante que serve pratos típicos e é uma referência no centro da cidade: o Caçarola.


O restaurante Caçarola tem sua fama não somente por causa de suas comidas, mas também por causa dos nomes que carregam. No menu do restaurante, você encontra opções tais como "Camarão de Cueca" (acho que é o prato mais pedido), "Frango Assanhado" e  "Negão Gostoso". Mas há comidas com nomes normais também, tais como "Caçarola de Frutos do Mar", caldos (de camarão, sururu etc.), carne de sol, queijo coalho, moqueca sergipana e pescada. Os preços são bem razoáveis.


O restaurante Caçarola também é relativamente simples (até porque fica dentro do Mercado), mas o seu terraço é bem pitoresco, com vista para o Rio Sergipe e a Ponte Aracaju-Barra. 


E como já havíamos almoçado, fomos ao Caçarola para experimentar seus doces de nomes engraçados. Eu escolhi a Moça Virgem, que nada mais é do que sorvete de tapioca com banana flambada, mas que é tudo de bom. Quase pedi um Negão Gostoso, que é um pudim de chocolate, mas como eu adoro tapioca, fiquei com o sorvete.


Meu marido pediu o Doce de Caju. O doce estava bem gostoso, porém muito doce para o nosso gosto, por isso acho que ele é melhor para ser dividido entre duas pessoas, para não ficar enjoativo. Bem, sobre os pratos e petiscos do Caçarola, não podemos opinar, mas você encontra muitos comentários a respeito no Tripadvisor, aqui.


Após deixarmos a Praça dos Mercados, fomos em direção à Ponte do Imperador (ao fundo), que fica a somente uns doze minutos de caminhada. É só seguir em frente, na direção sul, beirando o rio. Do outro lado da calçada, você verá ruas de muito comércio, como a Rua São Cristóvão e a Rua Laranjeiras. Essa ponte tem grande valor histórico porque ela foi construída para o Imperador D. Pedro II, sua mulher e sua comitiva imperial desembarcarem em Aracaju em 11 de janeiro de 1860. A "ponte" então teve a função também de ancoradouro (Ponte de Desembarque) para o vapor Apa, que trazia o imperador e  a sua comitiva a bordo. Antes da ponte, para chegarem em terra firme, as pessoas saíam dos navios, entravam em pequenos barcos e depois eram carregadas nas costas dos estivadores, dos quais muitos eram escravos. Daí a urgência de se construir o ancoradouro (a Ponte do Imperador) para que D. Pedro II e as demais pessoas ilustres que o acompanhavam não precisassem passar por essa situação um tanto embaraçosa.


A Ponte do Imperador é portanto um dos monumentos mais importantes de Aracaju e de Sergipe, inclusive. Mas, obviamente, devido ao seu tempo de existência e aos danos naturais causados pelo rio, a Ponte do Imperador precisou passar por várias reformas e teve inclusive seu nome mudado algumas vezes. Sinceramente, na data desta minha visita (janeiro de 2016), achei que o monumento estava carecendo de mais uma reforma, pelo menos de uma nova pintura. O aspecto dele era até de abandonado, o que é uma pena. Ele é muito interessante não somente pelo seu valor histórico, mas também pela vista que proporciona do Rio Sergipe.  


A Ponte do Imperador e a Praça Fausto Cardoso, ao fundo. A ponte foi construída em 1859, ano em que foi anunciada a visita da família real. Ele chegou em 11 de janeiro de 1860, dia em que esta ponte foi inaugurada.


Ponte do Imperador vista agora do lado de fora, a partir da Praça Fausto Cardoso. O monumento é um dos principais pontos turísticos de Aracaju e já foi o principal cartão-postal da cidade. Observe que há uma escultura de um índio no topo de ambas as torres. 


Depois de visitar a Ponte do Imperador, entre na praça que fica bem em frente ao monumento, a Praça Fausto Cardoso, a mais antiga da cidade A praça é facilmente identificada pelos seus dois coretos, um de cada lado. O prédio ao fundo, à esquerda, é o Palácio Fausto Cardoso, que foi a primeira sede da Assembleia Legislativa. À direita, o Palácio do Governo (Palácio e Museu Olímpio Campos). Atrás do Palácio Fausto Cardoso, fica a Praça Almirante Barroso com a Câmara Municipal de Aracaju. E uma dica: Por se tratar do centro da cidade, é recomendável evitar esta região à noite, quando está mais deserta. 



Um dos coretos da Praça Fausto Cardoso, que deveria estar mais bem preservado. 



O outro coreto da Praça Fausto Cardoso. Ao fundo, o Palácio e Museu Olímpio Campos (1863), que está aberto à visitação. 



Seguindo sempre em frente, encontramos a Praça Olímpio Campos, que tem muitas barraquinhas vendendo artesanato, mas a maioria dos vendedores já tinha encerrado suas vendas (por volta das 17 horas). Esta praça abriga a Catedral Metropolitana de Aracaju, que fica meio encoberta pelas árvores quando vista assim que você chega à praça.



A Catedral Metropolitana de Aracaju, na Praça Olímpio Campos, fundada em 1862.



Interior da Catedral Metropolitana de Aracaju. Depois daqui, pegamos um táxi perto da igreja para irmos a uma outra igreja de grande importância na capital sergipana. Afinal, caminhar daqui até lá, depois de muitas andanças, seria bem cansativo, mas, de carro, seriam só uns 10 minutinhos. Mas lembre-se de que por esta região ainda há o Museu da Gente Sergipana, que todos elogiam muito, e o Centro Cultural de Aracaju (no merco zero da cidade). Só não os visitamos porque eu tive que fazer cortes no meu roteiro, por isso decidi não incluir nenhum museu pelo tempo que demandam.



Então, de táxi chegamos à Colina de Santo Antônio, onde ergue-se a Igreja de Santo Antônio. Se você vier a pé, prepare-se para subir uma ladeira. Nosso táxi ficou nos esperando aqui (com o taxímetro desligado), enquanto visitávamos o interior da igreja e tirávamos fotos da vista da cidade, pois esta colina é também um mirante. Se o taxista não tivesse nos esperado, teríamos que andar um tanto para pegar um táxi, pois não vimos nenhum nem estacionado nem passando por perto. Achei o local bem deserto, considerando ser um dos principais pontos turísticos do centro histórico de Aracaju. E vale lembrar que a Colina de Santo Antônio também deve ser evitada à noite porque ela fica ainda mais deserta, segundo nosso taxista.



Interior da Igreja de Santo Antônio.



Daqui, da Colina de Santo Antônio, você tem uma ampla vista de Aracaju. Ao fundo, vemos a Ponte Construtor João Alves e o Rio Sergipe. A Colina de Santo Antônio é o local de fundação de Aracaju. 



Vista a partir da Colina de Santo Antonio, local onde houve a reunião da Assembleia Provincial que estabeleceu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. E daqui, retornamos ao nosso táxi e voltamos para o hotel.



No caminho, passamos pela 13 de Julho, um bairro nobre da zona sul da capital. Portanto, possui muitos prédios de luxo. Ela é a principal avenida da cidade. O bairro fica próximo aos Shoppings RioMar e Jardins. Na foto, o Monumento Ser Feliz Aracaju, na Avenida Beira Mar (na verdade, deveria ser "Beira Rio"), na 13 de julho. O monumento ostenta uma arara e cajus que representam a capital sergipana.


Ainda dentro do táxi e ainda no bairro 13 de julho, passamos pelo Mirante da 13 de Julho. Trata-se de um mirante muito visitado pelos turistas (apesar de eu não ter visto ninguém ali naquela hora) que oferece uma vista bonita do Rio Sergipe, porém não muito alta e, portanto, não muito ampla. Para chegar ao topo do mirante, é preciso subir suas escadas. O mirante fica no "calçadão da 13 de Julho", que é muito procurado para caminhadas e corridas. Não entramos no mirante porque só estávamos de passagem. 

A noite de nosso primeiro dia na cidade foi então destinada para conhecer o outro lado da Orla de Atalaia, no sentido sul, a partir de nosso hotel. Foi quando então pudemos ver muitos outros restaurantes (e abertos, pois já era noite), além dos Arcos e da Passarela do Caranguejo. Com 6 km de extensão, a Orla de Atalaia é uma avenida moderna, muito bem estruturada e muito bem pensada para o lazer. Como vimos nas fotos acima, ela está bem equipada com quadras poliesportivas, ciclovia, parques para crianças, lago para passeio de pedalinho, oceanário, restaurantes e feiras de artesanato. E nas fotos abaixo, que mostram a continuação de nosso passeio pela Orla de Atalaia, você verá que ela conta com ainda mais restaurantes (esses mais animados e alguns com música ao vivo), quiosques de praia, casa de show de forró (Cariri), monumentos (Arcos, estátuas) e muita animação. A parte mais animada da Orla de Atalaia é, sem dúvida, a da Passarela do Caranguejo.



Restaurante Cantina d' Itália, na Orla de Atalaia, mais uma opção gastronômica na Orla de Atalaia. O restaurante costuma receber elogios. 



E aqui os Arcos da Orla de Atalaia. A pausa aqui é boa também para o descanso, pois há banquinhos.



Os Arcos da Orla de Atalaia - Aracaju, Sergipe.



Ao lado dos Arcos da Orla, encontrei este letreiro. Concordo!



Logo após os Arcos, encontra-se o Espaço de Convivência Cultural, uma pequena praça com esculturas em bronze em homenagem a grandes figuras sergipanas, como Tobias Barreto e Sílvio Romero, entre outras.


Espaço de Convivência Cultural, na Orla de Atalia, Aracaju.


Pela Orla de Atalaia encontrei quiosques e lojas que vendem muito açaí e tapioca. 



No calçadão da Orla de Atalaia ficam as barracas de praia e do outro lado da rua ficam os restaurantes. Na Passarela do Caranguejo, há um restaurante (ou bar) do lado do outro. As noites são animadas nesse pedaço. Alguns restaurantes têm música ao vivo, como o Bada Grill.


Orla de Atalaia, no trecho da Passarela do Caranguejo.


O símbolo da Passarela do Caranguejo não poderia ser outra coisa senão um caranguejo. É aqui que a noite sergipana verdadeiramente acontece. Ponto turístico obrigatório.


Os restaurantes da Passarela do Caranguejo estão sempre cheios. Aqui você vai encontrar lanchonetes como o Subway, bares que vendem sucos naturais (principalmente açaí) e restaurantes grandes, como o Bada Grill, o Amanda e o Cariri (restaurante e casa de forró). Ficam lotados, principalmente o Cariri. Nesses restaurantes, você vai encontrar comida tipicamente sergipana (pitu com pirão, por exemplo) e nordestina, mas o destaque fica por conta do caranguejo. O crustáceo é o principal tira-gosto dos sergipanos. E eles gostam de comê-lo "na batalha", quebrando-o com um martelinho. Esta é uma cena muito comum de se ver nos restaurantes de Aracaju, principalmente na Passarela do Caranguejo. Se você não gosta de comer o caranguejo dessa forma, não fique triste, pois você ainda poderá comer a iguaria em diversas formas: nos pastéis, nos caldinhos, nas moquecas e nas casquinhas, por exemplo. Só não dá para sair de Aracaju sem comer caranguejo, se não você não esteve em Aracaju rsrsrs


Vai um açaí aí? Orla de Atalaia, Passarela do Caranguejo.



Parte dos restaurantes da Passarela do Caranguejo, Orla de Atalaia.


Passamos em frente ao restaurante Amanda, que nos chamou a atenção porque estava bem cheio. Nele, havia muita propaganda de pratos da culinária regional. Mas seguimos adiante para vermos o que mais encontrávamos pela frente. 


E finalmente nos deparamos com o mais famoso de todos os restaurantes da Passarela do Caranguejo: o Cariri. Ali você vai ouvir muito forró. Mas a casa estava muito cheia e barulhenta. Tem quem goste, mas nós preferimos voltar aqui para assistir a um show de forró e não para comer petiscos.


Por isso voltamos ao restaurante Amanda; geralmente lugares muito cheios são bons, não é verdade? E lá ainda havia algumas mesas vagas. Entramos e pedimos uma porção de macaxeira frita e pastéis de camarão e caranguejo.



O recheio do pastel de caranguejo estava bem seco, mas estava bom. Meu marido é que não gostou dos pastéis de camarão, e eu também não gostei muito do recheio. Mas há muitos outros petiscos lá para escolher: bacia de caranguejo (6 caranguejos e um pirão), patinha de caranguejo, pititinga, ostras, casquinha de siri, pilombeta etc.


DIA 2:

O segundo dia de nossa estada em Sergipe foi reservado especialmente para Mangue Seco, na Bahia. O passeio de dia inteiro à "Terra da Tieta" é um dos mais procurados em Aracaju, afinal ela está a somente uma hora e meia de distância. O passeio é feito em van ou ônibus turístico, dependendo do número de passageiros, e depois é preciso pegar uma escuna. Aquele cenário de dunas é lindo, pena que pegamos um dia chuvoso e isso fez uma diferença grande no aproveitamento de nosso passeio. Quer saber como foi nosso passeio a Mangue Seco e o que fizemos lá? Então, basta acessar o link da postagem abaixo onde eu conto tudo!

Mangue Seco: dunas, coqueirais, rio e mar num passeio a partir de Aracaju


Coqueiros Romeu e Julieta, na Praia do Mangue Seco. Cenário da abertura da novela Tieta, que levou fama ao vilarejo.


Mangue Seco requer um dia inteiro de visitação, mas ainda sobra a noite para passeios em Aracaju. Nós aproveitamos para bater perna no shopping center RioMar e bisbilhotar algumas feiras de artesanato.

Interior do RioMar Shopping, uma das opções de entretenimento e compras na capital sergipana. Chegamos aqui de táxi e vale a pena porque a corrida não é longa a partir de Atalaia.


Interior do RioMar Shopping, Aracaju.


O RioMar Shopping conta com lojas de grandes redes como a C&A e a Renner.



Fachada do RioMar Shopping, Aracaju, Sergipe.



Pegamos novamente um táxi em frente ao RioMar Shopping e saltamos em frente à Feira do Turista, que fica perto da Passarela do Artesão (cerca de 10 minutos andando), quase em frente ao restaurante República dos Camarões. Estivemos duas vezes aqui porque foi a feira de artesanato e produtos regionais que mais gostamos em Aracaju. Esta feira parece ser a preferida de muitos.


Na Feira do Turista, você encontra lojinhas de roupas, rendas, chapéus, souvenirs... Enfim, basicamente tudo o que você encontraria em outras feirinhas turísticas.



Além de muitas castanhas de diferentes tipos. Tem inclusive castanhas com pimenta. Achei as doces (caramelizadas) uma delícia. Os preços são muito bons. Esses embalagens são ótimas para levarmos para casa e para presentearmos alguém. 



Um dos corredores de lojas da Feira do Turista.



No dia anterior (terça-feira), não encontramos música ao vivo na Feira do Turista. Já na quarta-feira à noite, o local estava super animado com músicos tocando forró e um pessoal animado dançando em frente ao palco.



Deixe para vir à Feira do Turista à noite e informe-se sobre os dias e horários de forró, se você aprecie o ritmo.



Na Feira do Turista, há também um corredor que é uma praça de alimentação. Várias lojinhas vendem diversos tipos de lanches.



E perto da Feira do Turista, você tem muitas opções para sentar e fazer um lanche, como nesta "Baviera Haus", que vende pizzas, tapiocas, tortas, doces e salgados.



E perto do Oceanário (que também fica nas redondezas da Feira do Turista), há uma área cheia de barraquinhas vendendo variados tipos de lanche, como cachorro-quente, tapioca, tortas, açaí, café, pastéis, coxinha, caldo de cana, coco, pizza, etc. No dia anterior, nós passamos por aqui, mas muitas barraquinhas estavam fechadas e a área quase deserta. Então, o legal de vir aqui é à noite se você está a fim de fazer um lanchinho num lugar bem informal.


E logo após essa área de alimentação que mostrei na foto acima, está a Passarela do Artesão. No dia anterior, também estivemos aqui, mas com todas as barracas fechadas, pois elas só abrem a partir das 17 horas. 



A Passarela do Artesão, como o próprio nome diz, é uma passarela com várias barraquinhas que vendem artesanato. Chegamos aqui já um pouco tarde da noite, então muitas barracas já estavam fechadas, mas conseguimos ver muitas peças nas barracas que estavam abertas. Basicamente as mesmas coisas que há nas outras feirinhas de artesanato. 


DIA 3:

Este sim foi o dia mais esperado de todos! O Cânion do Xingó havia me atraído muito em fotos e eu imaginava que ficar cara a cara com ele seria uma experiência incrível e eu não me enganei. Como fomos ao Xingó num tour bate-volta a partir de Aracaju, eu imaginava que esse passeio, que fizemos com uma agência de turismo, seria muito cansativo. Afinal, só para chegar a Canindé de São Francisco, cidade onde está o Cânion do Xingó, leva-se cerca de três horas de estrada. Quando eu ainda montava meu roteiro de viagem a Aracaju, cheguei a pensar em tirar o Xingó por acreditar que seria melhor deixá-lo para uma outra oportunidade, quando eu pudesse dormir em Canindé ou proximidades para eu não perder muito tempo na estrada e para o passeio não ser exaustivo. Mas quando iria surgir essa outra oportunidade? Como não gosto de deixar nada para "quem sabe um dia", mantive o Xingó no meu roteiro. E ainda bem que o fiz! Foi cansativo, mas não foi tanto como muitas pessoas dizem. É claro que tudo depende de sua disposição e idade. O que me incomodou mais foi o tédio de ficar dentro de uma van por tanto tempo, mas se você estiver num ônibus turístico é mais confortável. E se você for daqueles que dormem em viagens, é menos cansativo ainda. Quer saber mais?  Conto tudo sobre esse passeio na seguinte postagem:

Passeio ao Cânion do Xingó a partir de Aracaju: É cansativo, mas vale a pena!



Na volta do Xingó, ainda tivemos muita disposição de bater perna na Passarela do Caranguejo para fazer nosso lanchinho da noite. E descobrimos um restaurante com um ambiente muito bonito e aconchegante, o Calles Bar de Tapas. A comidinha estava ótima também e super recomendo para quem quer fugir dos tradicionais restaurantes nordestinos (às vezes, a gente quer variar um pouco, né?) e comer petiscos ou saborosos hambúrgueres.


Dentro do catamarã, a caminho das piscinas naturais do Cânion do Xingó.



O Calles Bar de Tapas, na Passarela do Caranguejo, tem varanda e dois salões internos.



Preferimos ficar no piso superior do Calles Bar de Tapas, que tem um ambiente mais aconchegante. O restaurante é tipo um pub.



Calles Bar de Tapas serve petiscos em geral, hambúrgueres e cervejas artesanais. Tudo o que pedimos, inclusive a cerveja, estava muito bom.


DIA 4:


O quarto dia de nosso roteiro foi bem corrido porque eu tive que encaixar num só dia dois programas que geralmente ficam em dias separados: a Ilha Croa do Goré e o Parque dos Falcões. Como a Croa do Goré só aparece durante aquelas horas de maré baixa e como os passeios de catamarã que levam a ela costumam retornar à terra firme no início da tarde, não daria tempo de ainda irmos ao Parque dos Falcões no mesmo dia, pois o parque tem horários específicos de visitação, somente às 9:00 e às 14:00. Este foi o meu último dia inteiro em Aracaju e como eu queria muito ir aos dois lugares, não quis optar por um, mas sim fazer os dois! Só consegui essa proeza contratando um motorista de táxi para ficar à nossa disposição e pagando a travessia de lancha até a Croa para termos a liberdade de voltarmos à terra firme à hora que quiséssemos. Sendo assim, entrei em contato com o motorista indicado pelo hotel onde nos hospedamos (Ibis Budget), o Edinho, e na Orla Pôr do Sol, de onde saem as embarcações para a Croa, falamos com o Mestre Zé, dono de uma lancha que estava à disposição para fazer a travessia. Mas há várias lanchas na orla à espera de turistas. Gostamos muito dos dois profissionais que nos serviram nesse dia e se você tiver interesse, aqui vão os contatos deles. Edinho: (79) 999499728 (comuniquei-me muito com ele pelo whatsapp); Mestre Zé: (79) 99602-5287 / 99128-8013 / 98810-2833 / beto.andrade16@hotmail.com

Pagamos pela corrida de táxi R$90,00 desde o nosso hotel, em Atalaia, até a Orla Pôr do Sol, incluindo a volta ao hotel (mais ou menos vinte minutos cada trecho). O motorista ainda ficou nos esperando chegar da Croa em frente à orla porque, como iríamos ficar pouco tempo na ilha (por volta de uma hora), não seria vantagem para ele sair para depois voltar. E o traslado à Croa do Goré, ida e volta, custou R$25,00 por pessoa. Mas os donos (ou empregados) da lancha não ficam lhe esperando em frente à ilha não. Você marca um horário para lhe buscar porque enquanto você está lá se divertindo, eles vão fazendo as travessias de outras pessoas. Você também pode fazer o passeio à Croa do Goré pelas agências de turismo. Na época, pela Farol Tour, por exemplo, a saída acontecia  às 08:30 e a chegada às 14:00. Eles ficam 1 hora na Croa do Goré e depois seguem para a Ilha dos Namorados, onde ficam por duas horas. 

Mas, como já expliquei, fizemos tudo por conta própria e o resultado foi melhor do que eu esperava. Pois tivemos a ilha da Croa do Goré quase deserta, só havia mais uma meia dúzia de pessoas lá. Curtir aquela ilha no silêncio da natureza, banhar-me naquele rio de águas tranquilas e mornas sem mais ninguém, foi maravilhoso. Sem querer, descobrimos o que é melhor: chegue cedo à orla, por volta das 8:00, faça a travessia em uma lancha (já combinando o horário de volta) antes dos catamarãs e do bar flutuante. O bar flutuante costuma chegar à Croa por volta das 9:00-9:15. Foi pouco tempo de paz (menos de uma hora) que tivemos na ilha antes da chegada de um catamarã, que vinha repleto de turistas e com música às alturas. Quando o bar flutuante chega, os empregados começam a colocar mesas e cadeiras de plástico na areia, para venderem seus petiscos e bebidas, e pouco tempo depois chegam os turistas "invadindo" aquele pequeno paraíso. Nada contra os turistas, sou uma também rsrsrs O problema é a quantidade de pessoas, a música alta, o zum-zum-zum, petiscos chegando às mesas, as pessoas se juntando a você debaixo do mesmo guarda-sol, e aquela sensação de ilha deserta e paraíso indo embora... 

Tá certo, sou egoísta, queria continuar tendo aquelo paraíso só para mim rsrsrs Mas ele pode ser só seu por algum tempo se você fizer o mesmo esquema que a gente. Mas lembre-se de que fomos na alta temporada (em janeiro), quero dizer que pode ser que na baixa temporada a ilha não fique tão cheia de turistas e que você não tenha que se preocupar com a lotação. Mas também não vou dizer que não é vantagem ir de catamarã, pois eles fazem um passeio mais distante, geralmente há um guia passando informações e geralmente ainda levam à Ilha dos Namorados (cheque antes). Além disso, os catamarãs têm banheiros e são mais confortáveis para idosos. No dia de minha visita e naquele horário, só vimos um catamarã na Orla Pôr do Sol, o Catamarã Croa do Goré.  

Chegamos à Orla Pôr do Sol por volta das 08:15 e aproximadamente às 10:30 já estávamos na orla novamente, retornando da Croa. Só assim tivemos tempo de ainda passarmos em nosso quarto de hotel para tomarmos banho e sairmos novamente com o nosso motorista por volta das 12:15 com destino ao Parque dos Falcões, para chegarmos lá às 14:00. O parque não fica em Aracaju, fica no município de Itabaiana. Conto mais nas legendas!



Orla Pôr do Sol, de onde saem as embarcações para a Croa do Goré, uma ilha que surge na maré baixa.  A Croa do Goré fica no Rio Vaza Barris, na Praia do Mosqueiro, entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão.


Orla Pôr do Sol, às margens do Rio Vaza Barris. De manhã, o movimento de pessoas aqui é grande.



O Catamarã Croa do Goré, embarcando passageiros, e muitas lanchas na Orla Pôr do Sol. 


Embarcações na Orla Pôr do Sol, no Rio Vaza Barris. 



Passarela da Orla Pôr do Sol, Aracaju.


O bar flutuante a caminho da Croa do Goré.


Na lancha, apreciando a paisagem a caminho da Croa do Goré.






No caminho para a Croa do Goré, que já podemos avistar nesta foto (ao fundo), você observa o rio que deságua no mar. "Croa" quer dizer banco de areia, e "goré" é uma espécie menor do que o caranguejo. Ou seja, o local leva esse nome por causa dos gorés que lá habitam. 


Chegando ao banco de areia na lancha do Mestre Zé. A travessia durou cerca de 10 minutos.



Assim que chegamos à Croa do Goré, nos encantamos. Uma praia quase deserta com o charme dos guarda-sóis de palha. 


A ilha Croa do Goré é cercada por manguezais. Ela só aparece quando a maré está baixa.



A ilha é pequena, mas paradisíaca, ainda mais quando você se sente quase dono dela. Veja que a Croa do Goré é um banco de areia no meio do rio.



Eu gostei muito do nível da maré neste dia na Croa do Goré. Deu para aproveitarmos bem a areia e tomarmos um banho gostoso no rio. Com a maré mais alta, as cadeiras ficam quase submersas, mas as pessoas também gostam dessa forma. Mas quando a maré sobe até cobrir os guarda-sóis, ninguém fica na ilha.



Veja como a ilha está quase vazia. Um guarda-sol somente para a gente e ainda havia muitos outros sem ninguém. Abaixo, você verá esta paisagem bem diferente com a chegada dos passageiros do catamarã. 



A paradisíaca Croa do Goré - Aracaju, Sergipe.


Croa do Goré


Croa do Goré






A água do rio é morninha, mansinha e rasa. Ótima para a família toda.



E, então, o bar flutuante chegou. Eles vendem frutos do mar, petiscos e bebidas. Quem gosta geralmente pede o caranguejo.



Logo depois chegou o catamarã com os turistas, aproximadamente às 9:40.



E olha como ficou aquela paisagem paradisíaca acima, agora cheia de mesas e cadeiras de plástico e pessoas se aglomerando debaixo dos guarda-sóis. Na alta temporada, evite os finais de semana. Este dia era uma sexta-feira. 



A Croa do Goré com as mesas postas para os petiscos e as bebidas do bar flutuante.


Ainda bem que passamos mais tempo na "Croa do Goré deserta", pois não muito depois que chegaram os turistas, nossa lancha chegou na hora marcada (chegou um pouco antes, na verdade) para nos levar de volta. No caminho para o hotel, nosso motorista de táxi parou na barraca de praia Parati, talvez a mais famosa de Aracaju, para observarmos um pouco de como é sua estrutura e de como seria gostoso se tivéssemos tempo de passar algumas horas a desfrutar da Praia do Refúgio e de sua barraca. Mas, como não somos ratos de praia e como nossa estada em Aracaju estava quase ao fim, banharmos numa das praias de Aracaju ficou para uma outra oportunidade.


Entrada da Barraca de Praia Parati, na Praia do Refúgio.


Muitas mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e serviço de restaurante da Barraca Parati. Seu espaço é bem bonitinho, mas li na internet que sua comida é bem cara.


Barraca Parati, Aracaju



Praia do Refúgio, em frente à Barraca Parati. Aracaju, Sergipe.



Barraca Parati, que conta com programação de shows musicais no verão.



Barraca Parati.

No corre-corre do dia, depois de um banho no hotel, conforme o combinado, rumamos para o Parque dos Falcões, e nossa descrição e impressões do local você encontra no link abaixo, da postagem:



Parque dos Falcões, Sergipe.


Na volta do Parque dos Falcões, pedimos para nosso motorista nos deixar no Shopping Jardins. Afinal, àquela hora, precisávamos fazer uma refeição mais substancial e esse shopping já estava mesmo na minha listinha.


Fachada do Shopping Jardins, Aracaju.



O Shopping Jardins tem duas praças de alimentação grandes. 



Praça de Alimentação do Shopping Jardins, Aracaju. Não aparece nesta foto, mas a Casa Alemã é um ótimo lugar para tomar seu café da tarde e comer um doce.



Shopping Jardins, Aracaju.



Ainda gostei mais do Shopping Jardins do que do RioMar. 

À noite, voltamos à Passarela do Caranguejo (íamos a pé a partir do Ibis) com a decisão já tomada de curtirmos o show de forró da famosa casa Cariri. Mas assim que chegamos lá, encontramos a casa lotada!!! Mas muito animada! Era uma sexta-feira, afinal. 

Casa de forró Cariri com seus clientes no maior embalo, fazendo "trenzinho" fora e dentro do restaurante.


O restaurante do Cariri lotado na hora que chegamos. Nem se quiséssemos, arrumaríamos mesa.



O Cariri tem um espaço nos fundos da casa onde rola o show do forró para o qual paga-se ingresso. Estava muito cheio, por isso não nos agradou. Entramos aqui para conhecer o espaço e ver se nos agradaria, mas quando vimos a superlotação, desistimos de comprar as entradas. Eis aí um outro lugar em Aracaju que também ficou para a próxima.


Da tentativa frustrada no Cariri, fomos para outro lugar onde rolava música ao vivo (não era forró) e que estava cheio, mas não lotado. O Bada Gill era a pedida naquele momento!



E foi no Bada Grill onde acabamos a noite e não nos arrependemos! O ambiente é muito agradável e alto astral também. Petiscos saborosos. Vale a pena vir aqui!


DIA 5:


Último dia em Aracaju! Poucas horas nos restavam. Tínhamos somente até o início da tarde para aproveitarmos Aracaju. Como eu queria muito conhecer a Praia do Saco, por ser tão famosa, combinei com o Edinho (o mesmo motorista de táxi que nos levou à Croa do Goré e ao Parque dos Falcões) para nos pegar cedinho no hotel, por volta das 7:00 da manhã. Assim, aproximadamente às 8:00, chegaríamos à Praia do Saco (fica no município de Estância) e daria tempo de fazermos o passeio de buggy. Somente assim, com traslado privado de ida e volta (o Edinho ficou nos esperando na Praia do Saco), conseguiríamos fazer tudo dentro de nosso tempo. Mas lembre-se de que há passeios em grupo organizados pelas agências de turismo em Aracaju para a Praia do Saco.  

Nosso passeio à Praia do Saco e parada na Lagoa dos Tambaquis está todo descrito nesta postagem aqui:


A Praia do Saco só não foi tão divertida por causa da chuva. 


A Ponta do Saco (esta da foto), na Praia do Saco, chegou a receber o título de uma das 100 praias mais bonitas do mundo. Você concorda com o mérito?



Voltando da Praia do Saco, fizemos uma pequena parada na Lagoa dos Tambaquis, onde me senti como uma criança alimentando os gorduchos "peixinhos".


Terminado nosso passeio matinal (conseguimos chegar ao hotel por volta das 11:30), tomamos banho, arrumamos as malas e demos adeus a Aracaju depois de nosso almoço no bem recomendado restaurante Pitú com Pirão da Eliane, na Praia de Atalaia.

Restaurante Pitú com Pirão da Eliane. Comida saborosa e ambiente bonito e simpático. Conversamos com a Eliane, a dona do restaurante, muito simpática. Foi nos perguntar se estava tudo a nosso gosto. 


Interior do restaurante Pitú com Pirão da Eliane.



Comemos o "Filé de Pitu com pirão e arroz branco", um prato que serve duas pessoas. Custou em torno de R$140,00 (janeiro de 2016), um valor compatível com o de outros restaurantes do mesmo nível. 


Os camarões gorduchos e saborosos.


Nesse dia, fazíamos 7 anos de casados, então foi no restaurante Pitú com Pirão da Eliane que comemoramos a data. E na surpreendente cidade de Aracaju!


Hotel Ibis Budget Aracaju:

Foi a primeira vez que ficamos no padrão "budget" da rede Ibis. Eu queria um hotel econômico, mas que ficasse na melhor localização turística de Aracaju (Atalaia) e que tivesse uma boa estrutura. O Hotel Ibis Budget atendia a essas expectativas. O fato de ser um hotel com todas as suas instalações novinhas também pesou muito na minha decisão de hospedar-me nele. Minha única preocupação era o tamanho do quarto, pois muitos reclamam disso. Mas vou lhe dizer que isso não nos incomodou. O quarto é bem pequeno, de fato, mas o usamos praticamente só para dormir e por quatro noites. Tudo simples, mas tudo limpinho e organizado. O banheiro também é pequeno, mas é bom. Atendimento simpático dos recepcionistas. Sempre respondendo com prontidão às minhas perguntas (eu faço muitas rsrs). Com certeza, hospedaria-me ali novamente. A única coisa que não gostei foi do café da manhã. Mesmo sendo pago à parte, achei as opções muito limitadas e repetidas. Mas eles cobram um valor bem razoável pela refeição. O hotel é uma boa opção para um casal que queira economizar com hospedagem em Aracaju.


Hall de entrada do Hotel Ibis Budget Aracaju. Muito simpático.


Ao lado da recepção do Hotel Ibis Budget Aracaju há uma geladeira com algumas opções de comida (chocolate, biscoitos, sorvete etc.) e bebidas, caso você queira comprar. Há até um microondas para você esquentar uma lasanha congelada, por exemplo, que eles também vendem. Você também pode comprar seu café aqui, a qualquer hora do dia.


Área de espera do Hotel Ibis Budget Aracaju.



Uma parte do salão do café da manhã do Hotel Ibis Budget Aracaju.



O quarto do Hotel Ibis Budget Aracaju. Bem pequeno, mas conseguimos acomodar bem nossa mala (só tínhamos uma).


Nosso quarto tinha vista para a Praia de Atalaia (acho que todos têm), mas como o hotel não fica na rua de frente para a praia, você vê a praia à distância, mas não muito longe.



Fachada do Hotel Ibis Budget Aracaju.

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