ROTEIRO DE CINCO DIAS EM JOÃO PESSOA. A "PORTA DO SOL" ESTÁ SEMPRE ABERTA PARA LHE DAR AS BOAS-VINDAS!

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- A Praia Mais Bonita da Paraíba: Tambaba! Baba, Baby, Baba!




João Pessoa, carinhosamente chamada de Jampa, é a capital da Paraíba e a terceira capital de estado mais antiga do Brasil. Foi fundada em 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves. É conhecida como "Porta do Sol" por causa da Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas. Por isso é que dizem que João Pessoa é a terra onde o sol nasce primeiro, mas quanto a isso há controvérsias devido à rotação da Terra. Porém, uma coisa não se pode negar, o fato de que lá amanhece bem cedo, antes das cinco da manhã. É, a cidade não dorme no ponto nem com seu hall de atrativos, e oferece programas para entreter o visitante até a noite, que, por sinal, já chega às cinco da tarde ou às cinco e meia, dependendo da época do ano. Se na terra dos pessoenses o sol nasce primeiro, também vai se pôr primeiro.      

Feitas as devidas apresentações, vamos agora a um resumo turístico de João Pessoa. Se quiser saber detalhes do roteiro e das atrações, é só seguir com a leitura das legendas e acompanhar a postagem até o final. Mas já fique logo sabendo que eu amei essa terrinha de lindas praias e de rica gastronomia. E não me esqueci de citar seu povo não. Os pessoenses foram lembrados por mim logo de início. Afinal, quando eu disse no título da postagem que a "Porta do Sol" está sempre aberta para lhe dar as boas-vindas, a quem eu estava me referindo? A seu povo, muito simpático e receptivo.

Praias (as mais visitadas pelos turistas): Bessa, Manaíra, Tambaú, Cabo Branco, Seixas, Penha, Barra de Gramame (essas em João Pessoa), Intermares, Poço, Camboinha, Jacaré (essas do litoral norte, em Cabedelo), Praia do Amor, Jacumã, Carapibus, Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba (essas do litoral sul, em Conde). Sim, há mais praias para conhecer, só depende do tempo de que você dispõe. 

Passeios clássicos: O pôr do sol na Praia do Jacaré ao som do Bolero de Ravel no saxofone de Jurandy / As piscinas naturais de Picãozinho (os catamarãs partem da Praia de Tambaú), de Areia Vermelha (embarcações saem da Praia do Poço ou de Camboinha) e do Seixas (saída da Praia de Tambaú ou do Cabo Branco) / O tour ao litoral norte, que geralmente inclui a Praia do Bessa, Praia de Intermares, Fortaleza de Santa Catarina e Marco Zero da Transamazônica / O tour ao litoral sul, que geralmente inclui a Praia da Barra de Gramame, Amor, Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba (pode haver algumas variações, depende da agência de turismo) / O city tour, do qual o destaque fica por conta do Centro Cultural de São Francisco.

Mercados (artesanato, produtos alimentícios regionais etc.): Feirinha de Artesanato de Tambaú, Centro Turístico Tambaú, Centro de Artesanato de Tambaú, Feira Arte do Mundo, Expo Feira Tambaú, Mercado Público de Tambaú (este de frutas, verduras e legumes), Mercado de Artesanato Paraibano, Museu Casa do Artista Popular, feirinha de artesanato da Praia do Jacaré.

Shoppings centers: O Manaíra é considerado o maior de João Pessoa, e o Mag Shopping, apesar de pequeno, tem vista para a praia. Esses são os dois shopping centers mais indicados para o turista. Mas há outros, como o grande Mangabeira Shopping, porém afastado do núcleo turístico, e o Shopping Tambiá.

Gastronomia: Charque, sarapatel, peixe, frutos do mar (destaque para o caranguejo, o camarão e a lagosta), carne de sol com macaxeira, fava, feijão-de-corda, paçoca (carne de sol assada e desfiada com farinha), baião de dois, rubacão, buchada de bode, suvaco de cobra, feijão verde, queijo coalho, galinha caipira, canjica, tapioca, cuscuz. As frutas regionais também merecem destaque e se não encontrar a própria fruta, há os sucos feitos com a polpa, os doces em compota e os sorvetes dos mais variados sabores. Assim sendo, dá para experimentar: cajá, umbu-cajá, jabuticaba, mangaba, graviola, buriti, pequi, cajá-manga, cupuaçu, araticum, seriguela, bocaiuva, taperebá (li que cajá e taperebá são a mesma coisa) e murici.

Restaurantes: Os três mais indicados para os turistas são: NAU, Canoa dos Camarões e Mangai.

Dicas: 1) É muito mais interessante visitar a capital paraibana tendo a oportunidade de ir às suas piscinas naturais. Para isso, você deve programar sua viagem de acordo com a tábua da maré, que precisa estar baixa para você realizar os passeios. Antes de ir para João Pessoa, agendei minha viagem baseando-me no site da Paraíba Travel, e deu super certo. As piscinas só aparecem nas marés de lua cheia e nova (uma semana sim, outra não); 2) Chega-se às piscinas do Seixas não somente pela Praia do Cabo Branco, mas também pela Praia de Tambaú (quem estiver hospedado em Tambaú ou perto vai poder ir ao ponto de embarque a pé); 3) Tome cuidado com lugares desertos e na dúvida informe-se antes no hotel ou com um taxista. Por exemplo, fomos informados que chegar à Praia do Seixas a pé pelas falésias e subir ao Mirante do Dedo de Deus fora de certos horários é muito perigoso por conta do risco de assaltos; 4) Evite os finais de semana para visitar as piscinas naturais para não disputar espaço com muita gente.

Souvenirs: Além do artesanato, os mais legais para trazer para casa ou para presentear são guloseimas típicas, tais como mel de rapadura, rapaduras (de diversos sabores), bolo de rolo, castanhas de caju (de variados sabores) e doces em compota feitos com frutas regionais.

Agências de turismo: As que usei foram a Cliotur  e a Tropical Receptivo (fazem traslado de aeroporto). Gostei das duas.

Quantos dias ficar em João Pessoa? Nós ficamos 4 dias e meio e faltou fazermos Picãozinho. Por isso, se quiser fazer as três piscinas naturais mais famosas da região (Picãozinho, Seixas e Praia Vermelha), aconselho ficar 5 dias inteiros. As piscinas naturais devem ser visitadas em dias diferentes porque elas surgem somente naquelas horas em que a maré está baixa. Se não quiser ir às piscinas, dá para conhecer as praias de João Pessoa e o centro histórico em dois dias inteiros. Na verdade, dá até para fazer em um dia se o seu objetivo for "só conhecer", mas fica corrido.  

Hospedagem: Na orla de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco é onde você vai encontrar a maior concentração de hotéis, mas Tambaú é considerada a melhor localização por ficar mais perto de tudo (e eu constatei essa verdade).

Para esticar a viagem: É possível sair de João Pessoa de carro e em algumas horas chega-se a Recife, à Praia de Pipa e a Natal, entre outras localidades. Dá uma olhada nos passeios bate-volta oferecidos pela Tropical Receptivo. Mas esses passeios de um dia eu não aconselho. Fica muito corrido, cansativo e perde-se muita coisa.

Apesar de não ter tido tempo de fazer Picãozinho, gostei muito do que consegui incluir no meu roteiro. E com o city tour no último dia fechei a "Porta do Sol" com chave de ouro!



DIA 1:

O primeiro dia deste roteiro, apesar de ter sido o da chegada a João Pessoa, foi muito bem aproveitado porque nosso desembarque no aeroporto foi aproximadamente às 10 horas da manhã. Além disso, tivemos a sorte de conseguir um check-in antecipado no nosso hotel. Nada como poder deixar suas malas no quarto e se organizar antes de sair batendo perna pela cidade.

Preparei o roteiro deste dia para conhecer as principais praias urbanas de João Pessoa próximas ao nosso hotel (Best Western Hotel Caiçara), em Tambaú: Manaíra, Tambaú, Cabo Branco. Programei ir a pé desde nosso hotel até o restaurante Mangai, em Manaíra, sempre que possível pelo calçadão das praias. No trajeto, aproveitaríamos para entrar em alguns mercados de artesanato de Tambaú. A caminhada também ajudaria a aumentar nosso apetite para o almoço e o farto bufê do restaurante. Do hotel até o Mangai dá cerca de 20 minutos de caminhada, mas levamos bem mais que isso porque entramos nos mercados e paramos muitas vezes para tirar fotos.

Após o almoço, foi a vez de queimar as calorias caminhando até o Mag Shopping (cerca de 15 minutos andando), já que ele fica mesmo no bairro de Manaíra e merece uma visita por sua bela vista sobre a praia. Só que dessa vez, não fomos beirando a Praia de Manaíra, continuamos pela rua do restaurante, a Avenida Edson Ramalho. Teria sido muito mais aprazível indo pelo calçadão da praia e até um pouquinho mais rápido, mas antes de chegarmos ao Mangai, quando paramos para tomar uma água de coco de uma carrocinha no calçadão da Praia de Manaíra, o vendedor nos alertou sobre a existência de uns garotos suspeitos passando de bicicleta naquele trecho que estava meio deserto (a Praia de Manaíra é muito menos movimentada do que a de Tambaú e Cabo Branco, ainda mais numa segunda-feira) e nos aconselhou a caminhar "por dentro" do bairro porque haveria mais movimento de pessoas. Para evitarmos entrar literalmente numa roubada logo no primeiro dia de nossa visita à cidade, seguimos o conselho do homem que parecia saber muito bem o que estava dizendo. 

Circulamos e tomamos um café no Mag Shopping, saindo de lá direto para mais uma atração da cidade, o Farol de Cabo Branco. Pegamos um táxi em frente ao shopping, afinal uma caminhada levaria em torno de duas horas. O Farol é um dos símbolos de João Pessoa e um dos pontos turísticos mais visitados. Quem for fazer o city tour com uma agência de turismo muito provavelmente já terá o Farol como parte do itinerário, então não deve perder tempo fazendo essa visitação à parte. Nós fizemos porque eu já estava certa de que não iríamos ter tempo para um city tour, pois eu já tinha meu roteiro todo montado. Minha ideia era fazê-lo por conta própria e no tempo que desse, mas acabamos realizando-o no último dia com um guia de turismo (da Cliotur) porque consegui um bom preço para um tour privativo. Do contrário, não teria dado tempo. 

O mesmo táxi que nos levou até o Farol de Cabo Branco nos deixou na volta num trecho da Praia do Cabo Branco a pedido meu. É que em frente ao Farol não passam táxis, então o taxista se ofereceu a nos esperar no local por até vinte minutos com o taxímetro desligado. Poderíamos ter voltado a pé, mas a caminhada até a Praia de Tambaú (nosso destino final) seria muito longa (mais de uma hora) e o calçadão da praia perto do Farol é considerado muito propício a assaltos por ser deserto. Ninguém aconselha a fazer aquele trecho a pé. Muito menos descer do Farol para a Praia da Ponta do Seixas beirando as falésias, o que é uma pena, pois o trajeto deve ser muito bonito. O tempo de vinte minutos para ver o Farol foi o suficiente, pois não há nada a se fazer no local a não ser que você queira olhar com calma as barraquinhas de souvenirs ali (mas há centenas pela cidade), ou tomar uma água de coco com calma, ou entrar no Parque Ecológico Parque dos Sonhos, que, apesar de ser bonito, não é um "must-see" da capital pessoense.

Muito perto do Farol de Cabo Branco está a Estação Cabo Branco, um museu muito interessante projetado por Oscar Niemeyer. Com certeza vale a visitação interna, mas não era nossa prioridade (o roteiro estava apertado), então só pedi para o motorista parar em frente ao bonito prédio para tirar fotos. Outra coisa para você ficar atento se fizer um city tour é o tipo de parada que será feito na Estação Cabo Branco, pois algumas agências oferecem somente uma vista panorâmica enquanto outras incluem a visitação interna, que é gratuita. 

Depois das fotos em frente ao museu, o taxista nos deixou na Praia do Cabo Branco, num trecho com muitos quiosques de praia, um pouco antes do Hotel Ondas do Atlântico. Saltamos ali porque eu havia pedido ao taxista que nos deixasse num ponto mais movimentado da praia e a cerca de meia hora de caminhada até Tambaú (deu até menos tempo). Acho que minha ideia foi boa, pois fizemos uma caminhada tranquila pelo calçadão da Praia do Cabo Branco até a Praia de Tambaú sem nos cansarmos muito. No caminho, observamos as barracas de praia (para voltarmos depois àquela que mais nos agradasse), tomamos água de coco, paramos numa sorveteria, fizemos perguntas aos vendedores dos passeios de barco (que ficam no calçadão "caçando" turistas), entramos nos mercados (de artesanato, roupas, produtos típicos, souvenirs etc.) de Tambaú (e olha que já tínhamos visitado alguns outros de manhã, mas o bairro é cheio deles) e tiramos muitas fotos. 

Nessa caminhada, percorremos quase toda a Praia de Tambaú, só não fomos até o finalzinho dela porque já tínhamos passado por ele na parte da manhã, no caminho para Manaíra. Retornamos ao hotel, descansamos um pouco e depois voltamos para  a Praia de Tambaú para passar o restinho da noite numa daquelas barracas de praia (há algumas que são bem grandes, do tamanho de um restaurante mesmo) saboreando alguns petiscos.

Deu para fazer bastante coisa nesse primeiro dia, não acha? Até tentei, mas para esse dia não deu para agendar nenhum city tour nem ir a nenhuma piscina natural por causa do horário da saída dos passeios. Então, o principal a fazer foi focar nas atrações nas redondezas de nosso hotel, fazendo o máximo possível a pé para melhor aproveitamento dos lugares, mas também poupando tempo e energia com a ajuda de táxi. Abaixo, conto detalhes sobre cada um dos pontos visitados nesse dia.


Tropical Tambaú, o hotel mais emblemático de João Pessoa. Em forma circular, o hotel foi construído em cima da areia da Praia de Tambaú, passando a ser um dos cartões-postais de João Pessoa. Mas o que dizem é que o hotel já está meio velho e já não tem mais o glamour de antes. Inclusive, suas diárias têm preços convidativos. Passávamos todo dia por este hotel porque ele fica bem perto do Best Western Hotel Caiçara, onde nos hospedamos.

MERCADOS DE TAMBAÚ:

Tambaú é um bairro cheio de mercados de rua, daqueles que foram mesmo pensados para os turistas. Mas nada de muito original, pois você verá nesses mercados tudo aquilo que há nas tradicionais feirinhas turísticas, incluindo muitas bugigangas. Fica difícil sair de João Pessoa sem uma lembrancinha. Apesar da quantidade de mercados, o que você encontrou em um será basicamente o mesmo que encontrará em outro: artesanato, panos de prato, roupas, chaveiros etc. e tal. Resumindo, são muitos artigos, mas sem muita variedade entre uma loja e outra. Acaba ficando um programa repetitivo a visitação a esses mercados, mas, por outro lado, eles estão no caminho entre suas andanças pela Praia de Tambaú ou nas proximidades. Então, mesmo quando não se quer perder muito tempo com eles, não custa nada entrar e dar uma olhadinha à procura de algo mais original. Entre os mercados de Tambaú, aqueles que eu mais gostei foram o Mercado de Artesanato Paraibano, por concentrar várias lojinhas no mesmo espaço (procure ir num horário mais fresco, pois ele pode ser muito quente durante o dia) e a Expo Feira Tambaú, que tem lojas com vários produtos típicos da culinária nordestina, tais como castanhas de cajú (com cobertura de variados sabores), rapaduras (de diferentes tipos) e geleias de frutas típicas, como de umbu-cajá, por exemplo. E o melhor é que eles dão provas para degustação de muitos produtos.  

* Feirinha de Artesanato de Tambaú:

A Feirinha de Artesanato de Tambaú fica na Av. Almirante Tamandaré, a apenas alguns passos da Praia de Tambaú (praticamente em frente ao hotel Tropical Tambaú). A feirinha é composta de vários boxes, um do lado do outro, que vendem roupas (saídas de praia, camisetas, T-shirts, roupinhas de criança etc.), chapéus, panos de prato e vários tipos de souvenirs.


Estes são alguns dos boxes da Feirinha de Artesanato de Tambaú onde vemos exemplos dos artigos vendidos.



Um corredor com vários boxes na Feirinha de Artesanato de Tambaú.


* Centro Turístico Tambaú:

Seguindo em frente, a dois minutinhos da Feirinha de Artesanato de Tambaú e em frente à praia, encontra-se o Centro Turístico Tambaú, que além de mais lojinhas, conta também com um centro de informações turísticas.



Exemplos de lojas do Centro Turístico Tambaú são: de produtos naturais e regionais (esta da foto, por exemplo), de artigos de papelaria, etc.



O Centro Turístico Tambaú também é um bom lugar para se comprar as deliciosas castanhas de cajú.


Interior do Centro Turístico Tambaú, em João Pessoa.

* Centro de Artesanato de Tambaú:

Pertinho do Centro Turístico Tambaú (dois minutos de caminhada) está o Centro de Artesanato de Tambaú, mais um polo de compras que você pode visitar sem precisar sair de sua rota turística. 


No Centro de Artesanato de Tambaú o destaque fica para as rendas, bordados, toalhas de mesa, centros de mesa e redes de dormir. Se é um desses itens que você quer comprar, então é aqui que você deve entrar. 


Vitrine de uma das lojas do Centro de Artesanato de Tambaú, em João Pessoa.


Esta loja no Centro de Artesanato de Tambaú vendia muitas redes de dormir de várias estampas e cores. (Na Feira Arte do Mundo, na Praia de Tambaú, há uma barraca que também vende redes.)


Dá até para se vestir de Lampião e Maria Bonita no Centro de Artesanato de Tambaú.





PRAIA DE TAMBAÚ:

A Praia de Tambaú é a mais movimentada entre as praias urbanas. A de Cabo Branco também é, mas só até um certo trecho. Bem em frente à Praia de Tambaú se encontram muitos mercados (não somente aqueles que mostrei acima), restaurantes, lanchonetes, sorveterias e barracas de praia. É a praia que está mais cercada de comércio, sem dúvida. Por isso, é a melhor região para se hospedar se você gosta de ficar bem perto do burburinho. Não importa quantos dias você vai ficar em João Pessoa, uma caminhada por todo (ou quase todo) o calçadão de Tambaú se faz necessário. Não deixe também de entrar numa de suas barracas de praia e provar um pouco da gastronomia local. Assim, você se delicia enquanto vê as pessoas passando à sua frente no calçadão, muitos turistas e locais que vão ali caminhar, fazer jogging ou pedalar.


Na Praia de Tambaú, perto do Centro de Artesanato de Tambaú. Esta é a parte do calçadão da praia que é menos movimentada. A partir daqui, caminhando para a direita (sentido sul), você vai continuar em Tambaú e depois entrará em Cabo Branco. Caminhando para a esquerda (sentido norte), você logo estará na Praia de Manaíra. Como estávamos indo para o Restaurante Mangai, em Manaíra, continuamos no sentido norte.


Os barquinhos no mar verde da Praia de Tambaú, quase chegando à Manaíra.

PRAIA DE MANAÍRA:

A Praia de Manaíra é vizinha da Praia de Tambaú, mas há diferenças entre as duas. Manaíra não tem barracas de praia pelo seu calçadão nem o mesmo agito de Tambaú. Por outro lado, tem alguns dos restaurantes mais apreciados pelos turistas e locais (Mangai, NAU e Canoa dos Camarões), além de um shopping center que, apesar de pequeno, tem uma vista que se debruça para a praia, o Mag Shopping. Mas, se quiser um shopping maior, ou melhor, bem maior, há no bairro o Manaíra Shopping, com lojas das grandes redes.



Deste lado, ninguém na Praia de Manaíra. Na rua em frente à praia, há alguns restaurantes.


O sossego da Praia de Manaíra numa segunda-feira. Sem barracas de praia, Manaíra não atrai tantos visitantes quanto Tambaú. Seguindo pelo calçadão desta praia, você chega ao Mag Shopping (prédio de teto branco, ao fundo).



Quem quer sossego pode vir para a Praia de Manaíra. Neste dia vi pouquíssimas pessoas na areia da praia. Banhando-se, não vi nenhuma. Mas o mar  daqui é próprio para o banho conforme informava uma placa em frente à praia. 



Somente quando estávamos um pouco mais afastados de Tambaú é que vimos alguns banhistas tomando sol na Praia de Manaíra. Este é o lado da Praia de Manaíra no sentido norte, que vai em direção ao Mag Shopping.



Este é o lado da Praia de Manaíra no sentido sul, que vai em direção à Praia de Tambaú (ao fundo).

RESTAURANTE MANGAI:

O restaurante Mangai, localizado em Manaíra (não fica de frente para a praia, mas fica bem perto), oferece um vasto bufê de comida nordestina servida por quilo. Em João Pessoa, turista que se preza não deixa de ir a esse restaurante, afinal onde encontrar em um só lugar as maiores variedades da culinária regional? No Mangai, você tem a chance de experimentar pratos típicos tais como carne de sol com nata, suvaco de cobra, sarapatel, Baião de Dois, feijão verde, feijão-de-corda, buchada, paçoca (carne de sol desfiada com farinha) e galinha caipira. Há também churrasco, peixes, saladas e pastéis, entre outras delícias.O único problema do Mangai é que ele é um desafio para você. Diante de tantas opções, você tem que se esforçar para não colocar comida demais no seu prato nem fazer muita mistura. O lado bom é que você pode colocar bem pouquinho de várias coisas, já que você só paga pelo peso do prato. O preço é bem razoável. Pena que eles não permitem fotografar o bufê, então não deu para eu mostrar em fotos a variedade gastronômica. 

Se possível, evite ir ao Mangai nos finais de semana porque o restaurante é referência na cidade, então ele está sempre cheio. Nós fomos numa segunda-feira e mesmo assim tivemos que entrar numa lista de espera por cerca de vinte minutos. Como não havia uma fila grande, deu para a gente aguardar confortavelmente dentro do restaurante, sentados no sofá de sua sala de espera. 


O interior do restaurante Mangai é bem espaçoso. Repare que os garçons ficam vestidos de cangaceiros para deixarem o ambiente "ainda mais nordestino".


O interior do restaurante Mangai é todo ornamentado.






O restaurante Mangai conta inclusive com uma lojinha (à direita) onde você pode comprar doces e produtos regionais.



Os apetitosos doces vendidos na loja do restaurante Mangai.



Fachada do restaurante Mangai.

MAG SHOPPING:


Fachada lateral do Mag Shopping.  



Fachada da frente do Mag Shopping, que tem varandas com vista da Praia de Manaíra.  


Na varanda do térreo do Mag Shopping.  



A Praia de Manaíra em frente ao Mag Shopping tem mais movimento do que o trecho a partir de Tambaú.   



Fachada do Mag Shopping em frente à Praia de Manaíra. O shopping é pequeno, então, para o turista, a visita vale mais para fazer uma refeição com vista da praia do que para fazer compras. Por isso, nosso café pós-almoço foi programado para ser aqui.



Praça de alimentação do Mag Shopping. Manaíra, João Pessoa, Paraíba.  



A Praça de alimentação do Mag Shopping, que fica de frente para a Praia de Manaíra, é relativamente espaçosa, mas pode ficar lotada nos finais de semana.  


FAROL DO CABO BRANCO:

O Farol do Cabo Branco é um dos maiores símbolos de João Pessoa. Ele representa o extremo leste do Brasil e o ponto mais oriental das Américas, mas, na verdade, é na Ponta do Seixas onde o sol nasce primeiro nas Américas. Em outras palavras, a falésia sobre a qual está o Farol do Cabo Branco não é a Ponta do Seixas, mas fica ao lado. A Ponta do Seixas fica na praia que você teoricamente poderia avistar a partir de um mirante em frente ao Farol, mas de lá só consegui ver um pedacinho de praia junto à falésia, ou seja, não vi a parte mais oriental. Somente no passeio de catamarã para as piscinas naturais do Seixas é que fiquei "cara a cara" com a Ponta do Seixas (mais adiante mostro as fotos). 

Chegamos ao Farol do Cabo Branco no táxi que pegamos em frente ao Mag Shopping. A corrida custou R$25,00 (valor de janeiro de 2016). Eu desconfiava de que perto do Farol não passaria táxi com facilidade e minha suspeita foi confirmada pelo nosso taxista. Por isso, já vou logo dando uma dica se você for ao Farol do Cabo Branco por conta própria: peça para o taxista lhe esperar ou leve alguns telefones de taxistas para ligar de lá. Dá para você voltar andando, mas, dependendo do ponto onde você quer chegar na Praia do Cabo Branco, a caminhada pode ser bem longa e aquele pedaço perto do farol é deserto, então não é considerado muito seguro. Nosso taxista desligou o taxímetro "em frente" ao Farol ("em frente"  mesmo não, porque é preciso subir a pé uma ladeira até chegar aos pés do Farol e veículos normalmente não podem entrar nessa ladeira) e disse que nos esperaria por até vinte minutos. Nós topamos porque estávamos sem nenhum contato de outro taxista e o tempo dado foi o suficiente para tirar fotos em frente ao Farol e dar uma espiada no mirante. Fora isso, poderíamos ter feito algumas compras numa feirinha de artesanato ou passeado por um parque que há ali, mas não era nosso objetivo. Na volta, pedi para o taxista nos deixar num ponto mais movimentado da Praia de Cabo Branco e a corrida do Farol até lá custou R$16,00. 



O Farol do Cabo Branco está localizado sobre uma falésia na Praia do Cabo Branco. De baixo e a uma certa distância, de dentro de um barco, por exemplo, é que vemos bem essa falésia.


O Farol do Cabo Branco foi inaugurado em 1972.


Rua onde fica o Farol do Cabo Branco e à esquerda a pequena feirinha de artesanato. Uma das barracas vende água de coco e a propaganda dela é "Compre o coco mais oriental das Américas".


Monumento Rosa dos Ventos, na rua do Farol do Cabo Branco. 


 A vista que se tem da Ponta do Seixas a partir do mirante do Farol do Cabo Branco é esta, mas não dá para ver a Praia da Ponta do Seixas. Você pode descer pela falésia do Farol e ir caminhando pela praia, beirando a falésia, até chegar de fato à parte mais oriental, mas esse trecho é considerado muito perigoso, pois, por ser deserto, pode haver assaltos. 


O Parque Ecológico Bosque dos Sonhos fica ao lado do Farol do Cabo Branco. Para quem tiver tempo, acho que vale a pena entrar e conhecer.

ESTAÇÃO CABO BRANCO:


A Estação Cabo Branco é um museu de ciência, cultura e artes próximo ao Farol do Cabo Branco. O museu, que tem seu projeto assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, reúne um conjunto de cinco edifícios e oferece exposições permanentes e temporárias. Uma das atrações do museu é seu terraço que permite uma visão de 360º, inclusive para a Ponta do Seixas. Como nosso roteiro em João Pessoa priorizou as praias, não sobrou tempo para a visitação interna do museu, portanto somente tiramos fotos de sua fachada.



Prédio principal do museu Estação Cabo Branco.


Estação Cabo Branco, João Pessoa, Paraíba.


Ao fundo, o complexo da Estação Cabo Branco, inaugurado em 2008.


PRAIA DO CABO BRANCO:

A Praia do Cabo Branco é bem movimentada e com muitas barracas de praia, assim como a de Tambaú. Quanto mais perto do Farol, mais deserta a praia fica, sem barracas de praia e sem muito comércio, por isso não gostei muito da localização do Hotel Ibis. O trecho onde começa a ficar mais interessante é nas imediações do Hotel Ondas do Atlântico. Então por ali eu me hospedaria numa boa, mas ainda assim não trocaria Tambaú por Cabo Branco por causa das feirinhas e do comércio em geral, que em Tambaú é mais intenso. Agora, quem prefere mais tranquilidade vai preferir Cabo Branco. Quanto à beleza, as duas se parecem muito já que uma é continuação da outra. 


Praia do Cabo Branco num de seus trechos mais movimentados, com muitas barracas de praia bem simpáticas.


Tanto aqui, em Cabo Branco, como em Tambaú, muitos coqueiros pela areia da praia.


O bonito e bem cuidado calçadão da Praia do Cabo Branco, que conta com ciclovia.


Uma das barracas de praia de Cabo Branco que ficam mesmo na areia, com varanda e vista para o mar. Entre as opções gastronômicas, há o "churrasco de peixe".


Praia do Cabo Branco e sua extensa faixa de areia e muitos coqueiros.


As barracas de praia não são as únicas opções em Cabo Branco para sua farra gastronômica, há restaurantes também como a Churrascaria Tererê, com ótimos comentários no Tripadvisor.


Praia do Cabo Branco, João Pessoa



Praia do Cabo Branco, João Pessoa



A barraca de praia que mais me atraiu em Cabo Branco foi esta, a Beach Club. Ela é bem grande e tem varanda com vista para o mar. Minha intenção era ter voltado aqui numa noite, mas acabou que não tivemos tempo.


A Praia do Cabo Branco é mais tranquila (menos gente) do que a de Tambaú.


Os coqueiros da Praia do Cabo Branco - João Pessoa


Chegando aqui, já sabíamos que estaríamos entrando na Praia de Tambaú, pois este letreiro divide a Praia do Cabo Branco (à direita) da Praia de Tambaú (à esquerda). "Jampa" é o apelido carinhoso de João Pessoa. 


PRAIA DE TAMBAÚ (CONTINUAÇÃO):

A Praia de Tambaú fica entre as praias de Cabo Branco e Manaíra, sendo que ela é a mais movimentada e famosa entre as três. Realmente ela é o point, está cercada de hotéis e comércio, feirinhas de artesanato, mercados com produtos regionais e, é claro, muitas barracas de praia também. O mar da Praia de Tambaú é muito procurado para a prática de esportes náuticos e seu calçadão atrai locais e turistas para caminhadas. É uma praia para ser curtida tanto de dia quanto à noite. De lá saem embarcações para as piscinas naturais de Picãozinho e Seixas.


Calçadão da Praia de Tambaú.


A Praia de Tambaú tem também muitas barracas e são uma ótima pedida para curtir a noite.


A Praia de Tambaú é bem movimentada e muito usada para jogging. Observe que também aqui os coqueiros são muitos.


Mais ou menos no centro da Praia de Tambaú, você encontra um maior número de barracas com espaço para se sentar tanto de frente para o calçadão quanto de frente para o mar. 


Na parte de trás das barracas de praia, você tem a vista para o mar.


Mas naquela hora, o que eu escolhi em Tambaú foi uma sorveteria. Vi algumas em frente à praia e esta me atraiu porque oferecia muitos sabores, não somente aqueles tradicionais, como também das mais diversas frutas regionais. Quando você estiver em João Pessoa, não deixe de tomar sorvete de alguns desses sabores e de provar todos em amostrinhas! Alguns eu não gostei, outros sim. Mas, para falar a verdade, não houve nenhum sabor de fruta novo para mim pelo qual eu tenha me apaixonado. Exemplos dos sabores das frutas regionais que você irá encontrar em Jampa: mangaba, umbu-cajá, graviola, buriti, pequi, cajá-manga, cupuaçu etc. Peguei um pouquinho de vários sabores (eles vendiam por quilo) e fiz esta mistureba aqui! 


Em plena Praia de Tambaú, uma feira vendia variados produtos: camisetas pintadas na hora, roupas em geral, bijuterias, doces, castanhas, redes etc. Trata-se da Feira Arte do Mundo.


E do outro lado da calçada existe mais um mercado com venda de produtos diversos (roupas de praia, bolsas, óculos, souvenirs, doces etc.), a Expo Feira Tambaú. Foi ali onde eu encontrei a melhor lojinha para comprar castanhas devido à variedade de sabores que oferecia. Além das castanhas, vendia doces regionais, como compotas, rapaduras e alfenin.


A lojinha a qual me referi acima é esta daqui (fica no canto direito do mercado, logo na entrada). Os doces que vendem são excelentes opções para as lembrancinhas dos amigos, pois são gostosos (de alguns, há provinhas) e de preços atraentes. Para levar algo mais típico da Paraíba, opte pelos doces feitos com as frutas regionais, tais como de umbu-cajá e mangaba. Nesta prateleira, há doces de coco verde, caju, groselha, manga, laranja, banana, mamão, goiaba, abacaxi, doce de leite com goiaba e doce de leite com manga. 


Doce cremoso de umbu-cajá.


Geleias de jabuticaba, de melancia, de jamelão, de araçá, de pitanga, de abacaxi com pimenta, de ubaia etc. São ou não são doces diferentes (para quem não os acha em sua cidade) e interessantes para presentear? Mas atenção: esses sabores podem não agradar a todos. Pena que a loja não oferece amostras para provar esses doces.

Olha a variedade de castanhas! Dá vontade de comprar um pouco de cada. Alguns dos sabores são: caramelizadas com gergelim, caramelizadas com leite condensado, caramelizadas com coco, com rapadura, com canela e com cobertura de chocolate de Gramado. Os preços variam. São vendidas por quilo, mas também há pacotes embalados. Eu provei várias delas e comprei as tradicionais (salgadinhas), com rapadura e com cobertura de chocolate. Não gosto muito de rapadura, mas amei as castanhas com rapadura. 


Na loja, há castanhas que já vêm embaladas para viagem. As mais originais levam cobertura de chocolate de Gramado. Para quem gosta de castanha e chocolate, elas vão agradar em cheio. Confesso que gostei mais das de rapadura. Cada coisa tem o seu valor e as tais de chocolate são as mais caras. Portanto, não vá se animando muito enchendo seu saquinho destas castanhas especiais de chocolate, pois na hora de pesar, o preço pode lhe causar um susto. Elas custavam R$170,00 o quilo em comparação com a maioria das demais, que custavam R$59,90 (janeiro de 2016).



Há diferentes tipos de rapadura também: alfinim (a branquinha), de castanha, com amendoim, além das tradicionais. Só não provei a de castanha. Adorei a rapadura com amendoim. Gostei tanto desta loja que vim aqui duas vezes. 



Um fruto típico do nordeste e que encontramos em doces e sorvetes em João Pessoa é o buriti. E é claro que esta loja não deixaria de vender o doce de buriti. A embalagem diz ser 100% natural. Eu experimentei o sorvete de buriti em João Pessoa e vou ser bem sincera em dizer que não gostei, mas há quem adore. O doce eu não cheguei a experimentar. 


Depois do mercado, ainda deu tempo de voltarmos ao hotel para um ligeiro descanso antes de retornarmos à praia para nosso lanche da noite. No caminho, passamos por esta área, que é o Complexo Alimentar Varandas de Tambaú. Aqui há muitas lanchonetes de fast food e à noite as mesas eram bem disputadas. Mas sinceramente acho que o turista não deve perder tempo aqui, muito mais atraente é aproveitar o calçadão da praia.


De volta à Praia de Tambaú, terminamos nosso dia comendo uns petiscos numa de suas barracas de praia que ficava perto de nosso hotel. Simpatizamo-nos por esta aqui, a Giramundo, e aqui ficamos. Além dos doces e sorvetes, experimente também em João Pessoa os sucos dos frutos regionais, apesar de que a maioria deles são feitos com a polpa. Aqui eu tomei suco de cajá e de graviola. Não gostei do suco de graviola e precisei adoçá-lo mais para ficar melhor. 


Barraca Giramundo, no calçadão da Praia de Tambaú - uma das boas opções para terminar o dia em João Pessoa.


DIA 2:

O nosso segundo dia em João Pessoa foi inteiramente dedicado à cidade, sem passeios fora de seus limites urbanos. E foi um dos melhores momentos da viagem porque reservei para esse dia as piscinas naturais do Seixas motivada pelos excelentes comentários daqueles viajantes que já as tinham experimentado e inclusive de algumas agências de turismo que, enquanto eu ainda planejava meu roteiro, acreditaram que eu iria gostar mais do Seixas do que de Picãozinho porque suas piscinas são calmas e rasas, perfeitas para quem tem medo de mar (eu!) e não sabe nadar. É que o catamarã já deixa o visitante dentro das piscinas rasas do Seixas. É só descer a escadinha da embarcação e splash! Você já está dentro do mar com a água batendo no máximo na sua cintura. Mas lembre-se de que isso só é possível na época da maré baixa, em outros dias os passeios tanto para o Seixas quanto para Picãozinho e Areia Vermelha não acontecem. 

Picãozinho, por sua vez, necessita de uma certa disposição dos visitantes. O guia de uma embarcação me explicou que lá você precisa nadar 10 metros numa profundidade de aproximadamente 2 metros, pois os barcos não podem ancorar nos corais. Por isso, quanto mais baixa a maré para Picãozinho, melhor. Mas ao mesmo tempo não querendo me assustar, ele acrescentou que a metade das pessoas que vai a Picãozinho não sabe nadar. Porém, já sabendo que meus pezinhos poderiam não tocar o chão do mar e como eu não consigo me entender com aqueles macarrões de natação, já fui logo marcando um ponto negativo para Picãozinho. Além disso, muitos dizem que Picãozinho já não é mais tão bonito como antes, e que, de tanto o lugar ser explorado, já não vemos mais aqueles lindos corais de cartões-postais. Mas uma coisa me deixou confusa: apesar de existirem críticas negativas, há muitas opiniões bem positivas sobre Picãozinho no Tripadvisor, inclusive de pessoas dizendo que não precisaram nadar... Vai entender... Por isso é que eu sempre gosto de ir ver para crer. No caso de Picãozinho, eu não pude conferir porque eu não tinha dias sobrando na agenda. Precisei optar. 

Uma vantagem que Picãozinho tem em comparação com Seixas são os peixinhos que lá residem. No Seixas há tão poucos que não dá nem para contar história. Por outro lado, no caminho para as piscinas do Seixas você pode se deparar com golfinhos!!! Não devem passar por ali sempre, mas tivemos a sorte de cruzar o seu caminho! Aliás, o guia de nosso catamarã disse que se tivéssemos ido em outro barco, não teríamos visto aqueles golfinhos. Não sei se ele estava querendo puxar o "golfinho" para a brasa dele (nossa, péssimo esse trocadilho rsrs), mas, pelo sim, pelo não, fica aqui o comentário já que nossa embarcação saiu da Praia de Tambaú e não da Praia de Cabo Branco, de onde parte a maioria delas para as piscinas do Seixas. 

Reserve um dia inteiro para o passeio às piscinas naturais do Seixas (a não ser que seu barco saia bem cedo, mas isso dependerá da maré), entretanto você ainda poderá aproveitar o restante de seu tempo com mais entretenimento na capital paraibana. Por exemplo, depois das piscinas e de um merecido banho no hotel, fomos almoçar num lugar bem recomendado. Poderíamos ter comido petiscos no catamarã durante o passeio (como espetinhos de carne grelhados na hora), mas preferimos deixar a fome apertar mais e almoçar camarões. Como esse era o desejo, então nada como um restaurante que leva o camarão em seu nome e à maioria de seus pratos para realizá-lo: o Canoa dos Camarões.

Depois visitamos o Mercado Público de Tambaú, que vende muitas frutas, e, saindo dele, demos de cara com o prédio do Mercado de Artesanato Paraibano, onde vimos vender basicamente tudo o que já tínhamos visto em outros mercados e feiras de João Pessoa, mas com uma concentração maior de lojas (boxes). De lá, já à noitinha, seguimos em direção ao nosso hotel e paramos mais uma vez na praça da Feirinha de Artesanato de Tambaú. Do lado, há uma sorveteria chamada Delícias do Cerrado que deve ser uma parada obrigatória em seu roteiro, se você gosta de experimentar novos sabores. Ali há sorvete de tudo o que é tipo de fruto, mais ainda do que aquela primeira sorveteria onde eu tinha entrado. Valeu muito a experiência, mas não gostei de todos os sabores não...

Mas a noite ainda não tinha acabado e pedia uma cervejinha naquele clima de verão. Como já tínhamos experimentado um quiosque na orla da praia no dia anterior, a vez foi da Cervejaria Devassa, que ficava pertinho de nosso hotel, uns dois minutinhos andando. Não era uma segunda-feira, quando acontece o evento "Forró do Turista", mas mesmo assim valeu muito a pena ter ido lá, pois as cervejinhas estavam ótimas e nosso petisco uma delícia. Além disso, o ambiente é muito agradável e bonito. 


PISCINAS NATURAIS DO SEIXAS:

Se você gosta de ficar como um peixe em alto mar, com águas calmas e mornas batendo no máximo na sua cintura, e não ter absolutamente mais nada para fazer além disso, então você não pode perder as piscinas naturais do Seixas. Programa bom para adultos e crianças. Eu ainda gostei mais do Seixas do que de Areia Vermelha, porque você pode nadar melhor e mergulhar e não tem um montão de mesas e cadeiras de plástico poluindo a paisagem. Uma dica que vou dar é que você pode comprar seu passeio às piscinas do Seixas em um dos catamarãs que saem da Praia de Tambaú, pois muitos pensam que para lá a saída das embarcações é somente na Praia do Cabo Branco. Se você estiver hospedado em Tambaú, para que pagar transporte até Cabo Branco se você pode ir a pé até a Praia de Tambaú, perto do emblemático hotel Tropical Tambaú (no mesmo ponto de onde saem as embarcações para Picãozinho), e comprar os ingressos direto com os donos dos catamarãs? Foi isso que fizemos! 

Na verdade, eu nem sei quantas embarcações saem de Tambaú para o Seixas porque antes mesmo de viajar para João Pessoa, comuniquei-me pelo whatsapp com o dono da embarcação Extremo Oriente (o Braulio), tirei minhas dúvidas e já deixei meu passeio agendado. Mas eu nem precisaria ter feito essa reserva, pois no dia do passeio ainda estavam sendo vendidos os ingressos. Comprados diretamente com os donos dos barcos no dia do passeio são geralmente mais baratos do que aqueles vendidos no calçadão da praia por terceiros (por causa da comissão deles), mas se você achar que corre o risco de perder o seu lugar, melhor não deixar para a última hora; aí vale a pena adquirir os tickets direto com um vendedor um dia antes. Nós compramos direto com o Braulio e pagamos R$40,00 pelo passeio (valor por pessoa e de janeiro de 2016). Se tivéssemos comprado com terceiros, teríamos pago R$50,00.

Como já expliquei acima, o passeio para as piscinas do Seixas só acontece com a maré baixa. Nesse dia, pegamos uma maré de 0,3 e foi ótimo. Você vai ver nas fotos que o mar estava muito tranquilo até para crianças. O horário da saída das embarcações varia porque depende do dia e da tábua da maré. Os passeios podem sair às 7:00 da manhã, por exemplo, ou até mesmo no início da tarde, às 12:30. E o horário muda dia após dia. Por isso, é preciso antes de ir ao passeio consultar o horário de saída e chegar com 30 minutos de antecedência para fazer o embarque com tranquilidade. Eu gostei muito do atendimento do Braulio, do Extremo Oriente. Se você se interessar, aqui vai o contato dele: (83) 99887-7125 ou 99982-0259. Eles oferecem máscara de mergulho no barco para alugar, mas eu sinceramente não vi necessidade, pois peixinhos por ali não há muitos.



Praia de Tambaú, na área de onde saem as embarcações para passeios ao Picãozinho e às piscinas naturais do Seixas.


Praia de Tambaú, João Pessoa, no trecho de chegada e saída das embarcações dos passeios. Veja, na extremidade direita, o hotel Tropical Tambaú (prédio circular). 


Dentro do catamarã Extremo Oriente, que nos levou às piscinas do Seixas. Ele conta com um banheiro e bar. 


Os dois andares do catamarã Extremo Oriente. Ao fundo, a orla da Praia de Tambaú.



Praia de Tambaú, João Pessoa.



Embarcações que saem para passeios - Praia de Tambaú.


Mas a embarcação mais divertida para a criançada na Praia de Tambaú é esta, a Pirata, que faz passeio até Picãozinho.



Olha os golfinhos aqui no caminho para as piscinas do Seixas! Uma turista em nosso barco ficou tão emocionada que disse que só por isso o passeio já tinha valido a pena para ela. Mas a exibição dos mamíferos não durou nem dois minutinhos.



Consegui filmar um pouquinho dos golfinhos nadando durante nosso passeio de barco.



No caminho para as piscinas do Seixas, o catamarã Extremo Oriente passa em frente à falésia sobre a qual situa-se o Farol do Cabo Branco (veja à esquerda).



Porém, é um pouquinho mais adiante que fica a parte mais oriental do continente, aqui, na Praia da Ponta do Seixas. O catamarã passa (e depois para) bem em frente. 


Porém, o ponto mais oriental (bem onde fica a Ponta do Seixas) da praia é o local onde situa-se este prédio marrom, segundo a guia de nosso barco. 


Ao fundo, à direita, o Farol do Cabo Branco sobre a falésia. É esse caminho debaixo dessa falésia que dizem ser perigoso para o turista por causa de assaltos.


Em frente à parte mais oriental do continente americano! Praia da Ponta do Seixas ao fundo, vista a partir da embarcação Extremo Oriente.


Então, chegamos às piscinas naturais do Seixas e já encontramos aqui outras embarcações, como esta lancha. Eu não cheguei a me informar no local, mas acho bem provável que também ofereçam serviço de lancha para cá, o que pode vir a ser bem útil para quem não quer ou não pode ficar no local o tempo todo que fica um catamarã. 


Um pouco mais adiante, outros turistas em outras embarcações curtindo o mesmo passeio. 


Homem mergulhando nas piscinas naturais do Seixas. 


Piscinas naturais, corais e mar verdinho no Seixas. Visual lindo e passeio imperdível.



Piscinas naturais do Seixas. 


Piscinas naturais do Seixas. 


Nosso catamarã ancorou e todos os turistas desceram para se banharem nas piscinas do Seixas. Aqui também chegou um barco com uma galera bebendo e comendo "a bordo". Sinceramente, acho que a parte da comida deveria ser controlada nas piscinas porque algumas pessoas comiam mesmo dentro da água, como espetinhos de carne e queijo coalho. Corre-se sempre o risco de sujar o mar.  


O catamarã Extremo Oriente ancorado nas piscinas naturais do Seixas. Você não precisa saber nadar. É só descer a escada da embarcação e você já está dentro da piscina. 


Com as pernas dobradas para ficarmos mais cobertos pela água das piscinas do Seixas, pois este é o nível dela na maré baixa.


Piscinas naturais do Seixas, João Pessoa, Paraíba. 


Nas piscinas naturais do Seixas, você não tem mais nada para fazer a não ser ficar dentro delas. Bem, eu não precisava de mais nada a não ser ficar ali nadando, mas quem quiser pode remar, por exemplo. Nosso catamarã disponibilizou um bote para seus passageiros, mas tinha que ser dividido entre todos os interessados, então o tempo de uso era controlado. 


No Seixas, você tem esse "marzão" todo ao seu dispor. Tudo raso. Onde possivelmente não for, o guia do barco avisa.


Como já falei acima, gostei muito do serviço do catamarã Extremo Oriente, mas lamentei o fato de eles não oferecerem macarrões de natação. Necessidade de usá-los não há porque a água é bem rasa, mas como ficamos muito tempo na água, teria sido mais gostoso ficarmos boiando com um desses macarrões. A propósito, não se esqueça de passar muito protetor solar, pois a gente nem percebe o tempo em que o corpo está exposto ao sol.


Nas águas mornas das piscinas naturais do Seixas. 


O tempo de permanência nas piscinas naturais do Seixas foi de aproximadamente uma hora e meia. 



Veja que a embarcação fica parada a uma certa distância, mas em frente à Praia da Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas.


Agora estou totalmente em pé dentro das piscinas naturais do Seixas, na parte perto de nossa embarcação. Veja que a água não chegava nem à minha cintura. Fomos num dia de maré de 0,3. Mas não pense que é muito confortável andar pelas piscinas, pois há muitas pedras no chão e se você não tomar cuidado pode machucar seu pé. Ficamos a maior parte do tempo nesta área porque havia muitas pedras em outras mais afastadas.


Espetinhos de carne e queijo coalho sendo preparados dentro de nossa embarcação enquanto as pessoas se banhavam dentro das piscinas. Comidas e bebidas pagas à parte. Quem quisesse podia comer e beber dentro da água, mas não acho isso ecologicamente correto (principalmente comer).



Você pode levar sua máscara de mergulho ou alugar na embarcação, mas vi poucos peixinhos nas piscinas do Seixas (pelo menos, nesse dia).


Quase perto da hora de terminar o passeio, o guia do catamarã sorteou um grupo de pessoas para dar uma voltinha na lancha deles. Depois, quem não foi sorteado (nosso caso) podia pagar 5 reais (por pessoa) para dar um rolé de 10 minutos pelas piscinas do Seixas, acompanhado do condutor. Mas sinceramente o passeio não foi nada de mais.


Chegando novamente à Praia de Tambaú, na volta do passeio. Veja agora o hotel Tropical Tambaú mais de perto e observe como ele fica mesmo sobre a areia da praia. 


RESTAURANTE CANOA DOS CAMARÕES:

Diga em João Pessoa que você deseja ir a um restaurante para comer camarões que vão lhe indicar de cara o Canoa dos Camarões, na Praia de Manaíra. Não que não existam outros que também possam servir excelentes pratos com o crustáceo, como o NAU, mas é que o camarão é o carro-chefe da casa (especialmente o rodízio) e a variedade é grande: Bobó de Camarão, Camarão à Grega, Camarão à Parmegiana, Camarão na Moranga, Moqueca de Camarão, e por aí vai. E o restaurante também agrada o apetite de cada um: há o seu bem-falado rodízio de camarões, pratos individuais ou para mais pessoas, além de petiscos. Apesar do nome, o Canoa dos Camarões serve outras comidas também. Além dos frutos do mar, você pode escolher bacalhau, frango, carne de sol, filé mignon, picanha entre outras opções. Os preços da casa são atraentes e você os encontra para consulta no site.



O restaurante Canoa dos Camarões fica na Praia de Manaíra. Como Manaíra fica ao lado de Tambaú, chegamos aqui a pé.


O simpático interior do restaurante Canoa dos Camarões, em João Pessoa.


Além da comida, um outro atrativo do Canoa dos Camarões é a vista para o mar.



Nosso pedido foi Camarão à Francesa para duas pessoas: além dos camarões, ovos mexidos, cebola, ervilhas, batata palha e arroz branco. Aprovado! 


MERCADO PÚBLICO DE TAMBAÚ:

Para o turista, o Mercado Público de Tambaú só interessa se ele gostar de apreciar as frutas da região. Aí vale até comprar algumas para comer no hotel. Aqui os preços são bem em conta.


Cajus, jabuticabas e seriguelas são algumas das frutas que dão as cores ao Mercado Público de Tambaú. Na época em que fui a João Pessoa (final de janeiro), seriguelas eram vendidas aos montes, por exemplo, nas carrocinhas de vendedores de rua em Tambaú. 

MERCADO DE ARTESANATO PARAIBANO:


Logo após o Mercado Público de Tambaú, está o prédio do Mercado de Artesanato Paraibano. Como dá para ver na foto, ele é bem grande. É o maior em João Pessoa, então, se você não tiver tempo de parar nos mercadinhos e feirinhas de Tambaú, pode deixar para fazer as compras das lembrancinhas aqui. Os preços são bons e há muitas variedades.


Interior do Mercado de Artesanato Paraibano. Veja que há uma lojinha do lado da outra que vendem roupas e artesanato em geral.



Estava até rolando uma música ao vivo no Mercado de Artesanato Paraibano.



Um dos corredores do Mercado de Artesanato Paraibano - João Pessoa, Paraíba.



Interior de uma lojinha de artesanato do Mercado de Artesanato Paraibano. Muitos dos artigos que você encontra neste mercado, você vê também em outros de Tambaú.


O Mercado de Artesanato Paraibano conta com dois andares de lojas e com um quiosque que vende água de coco geladinha. Ótima para refrescar as ideias e o corpo, pois no verão, este mercado pode ser bem quente. 


SORVETERIA DELÍCIAS DO CERRADO:

Se há uma sorveteria que você deve experimentar em João Pessoa, ela se chama Delícias do Cerrado, em Tambaú. Até porque ela está num ponto turístico do bairro, na mesma pracinha da Feirinha de Artesanato de Tambaú. Então, suas chances de passar por ali são grandes. Se você é curioso e gosta de experimentar não somente novos destinos mas também novos sabores, entre nessa sorveteria. Por acaso, você já provou sorvete de todos esses sabores de frutos do Brasil oferecidos pela casa, tais como araticum, pequi, mangaba, bocaiuva, cajá-manga, taperebá, murici, buriti, jabuticaba, graviola e mamão papaia?



O problema é decidir com quais sabores de sorvete você vai se servir. Como eles vendem em esquema de self-service e por peso, coloquei um pouquinho de uns sete sabores na minha vasilha. Fiquei com um colorido bonito na minha frente, mas perdi a noção do que era o quê rsrs E também posso dizer que não gostei da maioria dos sabores rsrsrs 


Entrada da sorveteria Delícias do Cerrado, em Tambaú. Como o próprio nome da casa indica, lá são oferecidos os sabores do Cerrado brasileiro, que são exóticos para muitos turistas. Outros sabores vendidos na sorveteria não tão exóticos são de vinho, tapioca e rapadura.


CERVEJARIA DEVASSA:

É na Cervejaria Devassa onde acontece o Forró do Turista toda segunda-feira. É um evento que põe todo mundo para dançar e costuma agradar a todos. Nós fomos numa terça-feira, então infelizmente não pudemos presenciar a festa do forró, mas, apesar disso, gostamos muito da nossa noite ali. O ambiente é  bem aconchegante e os petiscos e as cervejinhas agradaram em cheio.


Gostei muito da opção do menú do Devassa de cinco diferentes tipos de cerveja em copos menores. Sabores que vão da loira à ruiva. 


Interior da Cervejaria Devassa, em Tambaú. Estava tranquilo no dia de hoje por ser uma terça-feira. Mas prepare-se caso você venha no dia do forró, pois dizem que o espaço lota.



Os petiscos da Cervejaria Devassa costumam ser bem elogiados. Esta porção de linguiça calabresa acebolada estava uma delícia!


DIA 3:


Este dia também foi muito esperado, afinal estava agendado nosso tour guiado para o Litoral Sul, que incluiu a visitação às praias da Barra de Gramame, Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba e Praia do Amor. Com exceção de Gramame, que fica em João Pessoa, todas as outras praias ficam no município de Conde. Essas praias não devem ficar de fora de nenhum roteiro de João Pessoa porque elas são algumas das mais belas do litoral paraibano.

Para a postagem atual não ficar muito extensa, escrevi uma outra exclusiva para o tour do litoral sul, onde descrevo-o com detalhes neste link aqui. A Praia de Tambaba, onde eu vivi uma experiência incrível, também mereceu destaque numa postagem só para ela, que está neste link aqui.

Deve-se reservar um dia inteiro para o passeio ao litoral sul. As excursões costumam sair por volta das 8 ou 9 horas da manhã e chegam aproximadamente às 17 ou 18 horas. Mas, é claro, ainda sobra um tempo para você aproveitar a noite como quiser. No nosso caso, optamos para conhecer o Manaíra Shopping e lanchamos na interessante hamburgueria Wayne's, que fica no Espaço Gourmet do shopping. 


Praia de Tabatinga, no litoral sul da Paraíba. Esta foto é só uma pequena amostra das belezas que vimos na região.


MANAÍRA SHOPPING:



Em termos de shopping centers, o Manaíra Shopping é o melhor para compras para o turista em João Pessoa. Assim como o Mag Shopping, ele fica no bairro Manaíra, mas é bem maior. A inauguração do Manaíra Shopping foi em 1989, mas ganhou expansões ao longo do tempo. 


O Manaíra Shopping tem uma grande praça de alimentação, salas de cinema e muitas lojas. Se você gosta de shopping centers, vale a pena chegar lá, mas lembre-se de que ele não foge muito dos mesmos moldes de outros grandes malls. Com algumas exceções, shopping é sempre shopping, né?  



Parte da Praça de Alimentação do Manaíra Shopping, em João Pessoa.


O Espaço Gourmet no Manaíra Shopping foi inaugurado em 2014. Um espaço muito bonito que conta com o Capital Steakhouse e a hamburgueria Wayne's. Repare na beleza dos painéis nesse espaço.



Os painéis do Espaço Gourmet do Manaíra Shopping. 


Muito interessante a decoração cinematográfica da hamburgueria Wayne's. Foi projetada para ser "coisa de cinema", então natural encontrarmos no menu opções com nome de Julia Roberts e Brad Pitt, por exemplo .



O lanche da noite no Wayne's do Manaíra Shopping foi perfeito. Atendimento simpático e burgers saborosos.

DIA 4:


Nosso quarto dia em João Pessoa foi inteiramente dedicado ao litoral norte, num tour guiado e combinadão que incluiu Praia do Bessa, Praia de Intermares, Fortaleza de Santa Catarina e Marco Zero da Transamazônica + Ilha de Areia Vermelha + pôr do sol na Praia do Jacaré. Sobre esse passeio, já contei tudinho nesta postagem AQUI.

À noite, ainda sobrou um tempinho para voltarmos ao Manaíra Shopping, pois eu ainda precisava comprar um presente.


A Ilha de Areia Vermelha, em João Pessoa, só aparece quando a maré está baixa. Por isso, é indispensável consultar a tábua da maré antes de agendar sua viagem se você faz questão de conhecer o local. Formam-se piscinas naturais em volta de um grande banco de areia de tom avermelhado.


DIA 5:

O quinto dia de nosso roteiro contava com uma manhã inteira e o início da tarde em João Pessoa, já que era nosso dia de retorno. Eu sabia que iria ser corrido, mas eu queria fazer o máximo que desse de um tour no centro histórico. Como não daria tempo de me juntar a um tour guiado em grupo (o horário de regresso da excursão iria mais ou menos coincidir com nosso horário de saída para o aeroporto), eu já tinha traçado uma rota pelo centro histórico por conta própria, com a ajuda do Google Maps. Ou seja, selecionei as atrações que eu mais fazia questão de conhecer, joguei no Google Maps, obtive o melhor caminho para chegar entre um ponto e outro, além do tempo estimado.  Daria para fazer tudo a pé, mas com o tempo que tínhamos, precisaríamos de uma ajuda de um táxi em algum momento. Daí cheguei à conclusão que o melhor de tudo seria se pudéssemos fazer um tour guiado privativo, já que teríamos no máximo três horas. Isso nos pouparia tempo de ficar caminhando de um lado para o outro, pois com um motorista e guia a nossa disposição, encurtando o tempo entre uma atração e outra, conseguiríamos tirar o maior proveito do passeio. Não precisaríamos ir à Estação Cabo Branco e ao Farol do Cabo Branco, que costumam fazer parte dos tradicionais city tours de João Pessoa, pois já tínhamos visitado essas atrações. Isso nos fez ganhar mais tempo no centro histórico. Como, então, nosso city tour iria ser um pouco reduzido, consegui um excelente preço com a agência Cliotur, apenas R$100,00 (valor de janeiro de 2016). Rolou também um desconto porque já tínhamos feito um passeio com eles, ao Litoral Sul. Portanto, o que mostrarei abaixo é o nosso city tour "customizado" e com "personal guide". Mas, na verdade, conseguimos fazer praticamente tudo o que estava incluído no city tour normal da agência. E ainda sobrou um tempinho para o almoço no NAU.

Antes, porém, vou falar um pouquinho do que geralmente está incluído em um city tour em João Pessoa.


CITY TOUR EM JOÃO PESSOA:

Em João Pessoa, um city tour das agências de turismo costuma incluir as seguintes atrações: Farol do Cabo Branco, Estação Cabo Branco (alguns tours só mostram a fachada do museu), Praça João Pessoa, Parque Solón de Lucena (Lagoa), Centro Histórico e Centro Cultural de São Francisco. O tour costuma durar uma média de 4 horas e tem o valor médio de 40,00 por pessoa (em janeiro de 2016). Dependendo da agência, outras atrações podem incluir o Pavilhão do Chá, a Igreja do Carmo, a Igreja de São Bento e o Casarão dos Azulejos.

Se você tiver pouco tempo para dedicar ao centro histórico de João Pessoa, apenas não deixe de visitar o Centro Cultural de São Francisco, pois é a principal atração histórica da cidade. Dá para fazer as principais atrações do centro histórico a pé, mas é cansativo e toma muito tempo, pelo menos a metade do seu dia. Se fizer o city tour por conta própria, mapeie primeiro seu roteiro e conte com a ajuda de um táxi quando a distância for mais longa.

Abaixo mostro as atrações que visitamos com o tour privativo da Cliotur, lembrando que o Farol e a Estação Cabo Branco não estão incluídos porque já tinham sido visitados, como mostrei acima. E não há nenhuma foto do Parque Sólon de Lucena porque ele estava em obras, apenas o vimos por detrás de tapumes..


*CENTRO CULTURAL DE SÃO FRANCISCO:

O Centro Cultural de São Francisco, no centro histórico de João Pessoa, é considerado o mais importante conjunto de arte barroca da Paraíba.  Aliás, segundo o site da instituição, todos os espaços unidos do Centro Cultural formam "o maior conjunto em Estilo Barroco da América Latina". Na entrada da igreja, uma placa nos traz essas informações: "Em 1589, quatro anos depois da criação desta cidade, foi fundado o Convento de Santo Antônio. Em 1634 ele é ocupado pelas tropas invasoras holandesas, que o utilizaram como fortim. Com a expulsão dos holandeses, retornam os franciscanos, iniciando-se as grandes obras de recuperação e ampliação. Datam da primeira metade do século XVIII a Capela Dourada, a Casa de Oração, o claustro, a fonte e a sacristia. São dessa época, também, os painéis de azulejos da nave e o altar-mor. A atual feição exterior do Convento é da segunda metade do século, quando foram concluídas a frontaria, a torre-sineira, o adro e o cruzeiro. [...]"

A visitação ao Centro Cultural de São Francisco é guiada e dura cerca de 40 minutos. Paga-se um ingresso de valor simbólico. Para consultar horários de funcionamento e obter mais informações sobre o local, acesse o site da instituição, aqui. O Centro Cultural de São Francisco também abriga exposições temporárias e permanentes de arte popular e sacra.


O Cruzeiro do Centro Cultural de São Francisco. A Igreja e o Convento de Santo Antônio estão ao fundo. O Convento de Santo Antônio passou a integrar o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1952. Ele foi construído em 1589 pelos frades franciscanos.


Igreja de Santo Antônio ao fundo.





Começamos nosso tour no Centro Cultural de São Francisco pelo interior da Igreja de Santo Antônio. 


Na Igreja de Santo Antônio, alguns dos destaques são os painéis em azulejos portugueses, o púlpito (à esquerda)  e o Coro, ao fundo.


Azulejos portugueses no interior da igreja.

O púlpito.


E ao lado fica a Capela de Santo Antônio, que é a linda Capela Dourada.


A Capela Dourada do Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa.


A Capela Dourada tem rica talha dourada (pintura em ouro).


Um jardim botânico faz parte do complexo do Convento de Santo Antônio, que a gente pode apreciar de uma das janelas do convento.






Exposição Arte Popular Mostra Brasil no Centro Cultural de São Francisco.










As antigas torres. 


Na sala do Coro da Igreja de Santo Antônio estão suntuosas cadeiras em jacarandá.


Na sala do Coro da Igreja de Santo Antônio, você verá também esta imagem de Cristo crucificado com os pés separados. Segundo nosso guia, ninguém sabe por que Ele está representado dessa forma. A imagem que geralmente vemos é Jesus com um pé pregado sobre o outro. Daqui você também vai observar a linda pintura que há no teto.


Vista a partir do Coro da Igreja de Santo Antônio.



Pátio da Igreja. 


Esta é a Capela de São Francisco. O teto dessa capela é lindo.


Capela de São Francisco, no Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa.



Na entrada do complexo de São Francisco, no adro da Igreja de Santo Antônio.



*CASA DA PÓLVORA:


Depois do Centro Cultural de São Francisco, fomos à Casa da Pólvora, na Ladeira de São Francisco, que é a primeira rua de João Pessoa, portanto a mais antiga.  O guia nos levou de carro, mas do Centro Cultural até a Casa da Pólvora, são só uns três minutos andando. Aliás, fizemos este tour todo de carro, de atração em atração, e isso nos poupou muita energia, principalmente num dia quente. Estou na porta de entrada da Casa da Pólvora, e à direita uma placa nos diz que ela é uma "construção típica do período colonial, de planta retangular" e que "foi erguida em alvenaria de pedra calcária e espessa".  



Este é o interior da Casa da Pólvora, aberto à visitação e de entrada gratuita. Aqui era guardado todo o armamento da época. As paredes e teto são originais de 1710, mas a Casa já sofreu restauração. Ainda segundo a placa de informação acima, a Casa da Pólvora, pela sua função militar, "foi construída para suportar a carga de sua coberta abobadada e em alvenaria de pedra nas nascentes e de tijolos na parte superior [...]". A Casa da Pólvora foi construída durante a ocupação holandesa. No interior da casa, havia uma exposição de imagens.  


A Casa da Pólvora fica de frente para o local onde a cidade de João Pessoa foi fundada, na região do Porto do Capim, às margens do Rio Sanhauá (ao fundo).


*CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DAS NEVES:

Da Casa da Pólvora, fomos para a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. A pé, seriam uns três minutos caminhando. Esta é a igreja matriz de João Pessoa, uma das principais atrações do centro histórico, tombada pelo Patrimônio Histórico. A edificação atual é de 1881. Esta igreja está localizada no marco zero da cidade de João Pessoa. Estava fechada nesta hora.


*HOTEL GLOBO:

O Hotel Globo está localizado na Praça de São Frei Pedro Gonçalves, local de importante valor histórico. Foi construído em 1928 como o primeiro hotel de luxo da cidade. Hospedou pessoas importantes, foi ponto de encontro da sociedade da época e realizou diversos bailes e banquetes. Muitos turistas vão ao Hotel Globo para ver o pôr do sol com o Rio Sanhauá ao fundo, pois o pátio do hotel possui uma vista privilegiada. O Hotel Globo é tombado pelo patrimônio histórico.

Da Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves até aqui, o Hotel Globo, a caminhada já seria mais longa, em torno de 15 minutos. O hotel, que estava funcionando como museu e espaço cultural, encontrava-se fechado para reforma neste dia.



*IGREJA DE SÃO FREI PEDRO GONÇALVES:

A Igreja de São Frei Pedro Gonçalves é que dá nome à praça (onde também está o Hotel Globo). Ela já era citada em cartas primitivas, mas sua edificação atual foi iniciada em 1843, e em 1916, a igreja foi concluída. 


Largo de São Pedro, também chamado de Praça/Pátio de São Pedro Frei Gonçalves. À direita, o Hotel Globo. Tirei esta foto em frente à Igreja de São Frei Pedro Gonçalves. 


No interior da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves.


*PRAÇA ANTENOR NAVARRO:

A um minutinho a pé da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves está a Praça Antenor Navarro, famosa por seus sobrados coloridos (infelizmente algumas partes pichadas) de arquitetura colonial. O casario em art-noveau desta praça foi tombado pelo Iphan. Aqui há vários bares e o prédio amarelo ao fundo é da Associação Comercial da Paraíba.


THEATRO SANTA ROZA:

O Theatro Santa Roza é uma atração turística de João Pessoa porque é o mais antigo da Paraíba e o quinto mais antigo do Brasil. O teatro, que já passou por muitas reformas, foi construído em 1885, tendo sido palco de importantes eventos artísticos e históricos do estado. Seu estilo arquitetônico é o greco-romano. Fica na Praça Pedro Américo. A caminhada da Praça Antenor Navarro até aqui teria sido de uns oito minutos (segundo o Google Maps). E daqui até a próxima atração (Praça João Pessoa), mais oito minutos aproximadamente.


PRAÇA JOÃO PESSOA:

A Praça João Pessoa fica no centro do poder público de João Pessoa e recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente João Pessoa. Também é conhecida como a Praça dos Três Poderes porque está localizada entre as sedes dos poderes executivo, legislativo e judiciário estadual. Devido à sua importância, a Praça João Pessoa é uma das principais atrações turísticas do centro histórico da cidade. Nesta praça, fique atento às seguintes edificações que a cerca: Palácio da Redenção (Palácio do Governo), Faculdade de Direito da Paraíba, Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. Observe também o Mausoléu do Presidente João Pessoa, que fica entre o Palácio da Redenção e a Faculdade de Direito.

Faculdade de Direito da Paraíba, na Praça João Pessoa, ao lado do Palácio da Redenção. Construção de 1586 feita pelos jesuítas, portanto pertenceu ao conjunto arquitetônico jesuíta. Esse prédio foi o antigo Colégio dos Jesuítas.


Ao fundo, o Tribunal de Justiça, portanto representando aqui o Poder Judiciário.



Ao fundo, o Palácio da Redenção, sede do Poder Executivo do estado da Paraíba. Foi construído em 1586 pelos jesuítas e permaneceu como residência deles até 1771. O Palácio da Redenção guarda as cinzas do ex-presidente João Pessoa.


O Monumento a João Pessoa (conhecido também como "Altar da Pátria"), feito em granito e bronze, fica bem no centro da Praça João Pessoa, a "Praça dos Três Poderes". Antes esta praça era dos jesuítas. Repare nas palmeiras que embelezam a praça.


Ao fundo, o prédio da Assembleia Legislativa na Praça João Pessoa, portanto representando aqui o Poder Legislativo

MUSEU CASA DO ARTISTA POPULAR:


O Museu Casa do Artista Popular fica na Praça da Independência. O casarão que abriga o museu é tombado pela prefeitura e ali estão obras de arte paraibana como esculturas, bonecos de pano e tapeçaria. Uma visita interessante particularmente para quem gosta de artesanato de maior qualidade e diversidade, pois a maior parte das peças expostas ali não se encontra nos mercados de artesanato de Tambaú. As peças podem ser compradas (talvez algumas peças não possam ser tiradas da exposição) ou encomendadas.


Um dos objetivos do Museu Casa do Artista Popular é a valorização da arte e cultura  paraibana.


Exemplos das belas esculturas expostas no Museu Casa do Artista Popular.


 Um dos objetivos do Museu Casa do Artista Popular é a valorização da arte e cultura paraibana.


 Parte do acervo do Museu Casa do Artista Popular. Há muitas peças em cerâmica.


Renda paraibana na Casa do Artista Popular - João Pessoa.


A seção dos brinquedos na Casa do Artista Popular. 


Mandala feita de bonecas, na Casa do Artista Popular, em João Pessoa.


RESTAURANTE NAU:

A última atração de nosso city tour foi o Museu Casa do Artista Popular. Mas antes de embarcarmos em nosso voo de volta para casa ainda tivemos tempo de almoçar num dos restaurantes mais recomendados de João Pessoa: o NAU. Especializado em frutos do mar, o NAU atrai o cliente não somente com seus pratos, mas também com sua interessante decoração que representa um navio. Ou seja, tudo a ver com a comidinha que vem do mar servida pelo restaurante: peixe, camarões, lula, polvo, mexilhão e lagosta. Mas quem não é muito chegado a frutos do mar também vai ter sua vez no NAU, já que o estabelecimento também oferece pratos com carne vermelha e frango. Pesquisando em seu site, podemos descobrir todas as delícias de seu cardápio.


Interior do restaurante NAU, em Manaíra, João Pessoa.


Um barco pendurado no teto do restaurante NAU como parte de sua decoração.


Restaurante NAU em João Pessoa. 


Pedimos o Camarão aos Cinco Mares no NAU e gostamos muito. O prato é para duas pessoas. Os preços do NAU não são muito caros, levando em consideração que todos os pratos com frutos do mar já são naturalmente salgados no preço.  


Camarão aos Cinco Mares: camarões com cebolas, tomate, alcaparras, champgnion e castanhas de caju. Arroz de brócolis e batatas coradas como acompanhamentos. 


A extensa fachada do restaurante NAU em Manaíra, João Pessoa.


BEST WESTERN HOTEL CAIÇARA:

Para quem teve curiosidade em saber, nosso hotel em João Pessoa foi o Best Western Hotel Caiçara, em Tambaú. Ele não fica em frente à praia, mas fica bem perto, a cerca de uns 10 minutos a pé. Está bem perto de tudo. É um hotel de classificação turística, portanto não se pode esperar luxo dele. Suas tarifas estavam ótimas, considerando suas instalações, sua localização e o café da manhã incluído na diária. O café da manhã não é lá uma maravilha, mas havia algumas variedades e faziam tapioca e suco de laranja na hora a pedido do cliente. Levando em consideração que sua tarifa estava ainda melhor do que a do hotel Ibis (que cobra o café da manhã à parte), devo dizer que minha estada no Best Western superou minhas expectativas. E ainda consegui um early check-in. Com certeza, hospedaria-me lá novamente, até porque para quê luxo se passo a maior parte do meu tempo batendo perna pela cidade?  

Área da recepção do Best Western Hotel Caiçara, em João Pessoa.



Nesta sala do hotel, computadores à disposição do cliente assim como café durante todo o dia.


Nosso quarto standard no Best Western Hotel Caiçara: simples, pequeno, mas suficiente para a gente. Cama limpa e confortável.


Quarto de casal - Best Western Hotel Caiçara, João Pessoa.


O banheiro - Best Western Hotel Caiçara - João Pessoa



A vista de nosso quarto: de frente para a Praia de Tambaú, mas com muitas construções na frente, obstruindo a visão.

Se ainda não teve a oportunidade, não deixe de conhecer João Pessoa! E não volte para casa antes de experimentar os frutos da região, nem que seja nos sucos feitos com a polpa. Assim você conseguirá entender melhor como é o gosto da Morena Tropicana cantada por Alceu Valença: 

"Da manga rosa quero o gosto e o sumo
Melão maduro sapoti juá
Jabuticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu-cajá
Pela macia é carne de caju [...]
Morena Tropicana, eu quero teu sabor
Oiô, Oiô, oiô, oiô "


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