ROMA: A BELA CIDADE DE LA DOLCE VITA


Enfim, um sonho realizado! Fomos conhecer Roma! A cidade foi a última visitada numa viagem que passou primeiro por Paris e Londres.

Bem-vindo ao nosso roteiro de 4 dias em Roma, a Cidade Eterna


Neste momento, o comandante da Alitália anunciava que estávamos sobrevoando os Alpes Italianos.


Nossa primeira parada em Roma foi para o almoço. Como este restaurante, o RistoranteTarget, era bem pertinho do nosso hotel, resolvemos ficar por aqui mesmo. E eu não podia deixar de experimentar uma massa (a da foto é um fettuccine) e as tradicionais bruschettas, que são fatias de pão torradas com azeite, podendo levar por cima tomates, presunto ou outras coberturas.


Depois do almoço, pegamos um ônibus e fomos direto para a Piazza Navona. Chegar a Piazza Navona é uma surpresa impactante. A beleza das três fontes e a vibração do local predominam. E olha só o que encontramos nessa praça: a bandeira brasileira. Nem sabíamos que a Embaixada Brasileira ficava na Piazza Navona, no Palazzo Pamphilj. Ao lado do Palazzo Pamphilj fica a Sant’Agnese in Agone, igreja barroca de Barromini.


A antiga e histórica Piazza Navona é muito movimentada e cheia de turistas, um lugar de parada obrigatória em seu roteiro. Aqui há muitos artistas de rua (estátuas vivas, lutadores de capoeira, cartunistas, etc.), cafés e restaurantes, mas as atenções giram principalmente em torno das três magníficas fontes. A Piazza Navona (Stadio di Domiziano) foi construída a mando do imperador de Roma Tito Flávio Domiciano para ser um estádio e pista de corrida. Aqui aconteceram lutas de gladiadores e combates de animais sob os olhares de milhares de espectadores. 


Na extremidade sul da Piazza Navona, encontra-se a Fontana del Moro e foi com ela que demos de cara quando entramos na praça. Observe também nesta foto o obelisco da Fontana dei Quattro Fiumi, que fica no centro da praça. A Piazza Navona é tão linda que inspira cenas românticas como esta. Não sei se os noivos eram de fato noivos ou se eram modelos trabalhando, só sei que achei a cena linda!


A Fontana del Moro foi construída por Giacomo della Porta, entretanto a estátua central foi adicionada por Bernini. Observe também, ao fundo da foto, o Museo di Roma.


No centro da Piazza Navona fica a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), que representa os quatro grandes rios do mundo: Nilo, Ganges, Danúbio e Rio da Prata.


A Fontana dei Quattro Fiumi é obra de Giovanni Bernini e data de 1651. No meio da escultura há um obelisco.


Na Piazza Navona, você pode comprar uma dessas obras de arte: telas e quadros pintados a mão. 


Neste mosaico da Piazza Navona, vemos artistas fazendo caricaturas (estavam sendo vendidas a 10 euros), restaurantes e cafés, todos com mesas na calçada. Nesta praça e ao redor dela, não faltam opções para comer.


Mais adiante, na extremidade norte da Piazza Navona, está outra magnífica fonte: a Fontana del Nettuno (Fonte de Netuno), parcialmente construída por Giacomo della Porta.


Estou em frente à Fontana del Nettuno. Atrás de mim, no centro da praça, vemos o obelisco da Fontana dei Quattro Fiumi e, de frente para ela, do lado direito, a igreja Sant’Agnese in Agone.  A Piazza Navona foi a praça que eu mais gostei, tanto que voltei a ela umas duas vezes. Ela é a praça mais animada e a "mais artística" e, como é a maior de Roma, ela não fica tão cheia como fica a do Panteão, que, por sinal, também é muito animada.Saindo daqui, não deixe de tomar um sorvete (gelato) em uma das gelaterias (sorveterias) da praça. O primeiro gelato italiano que tomei foi da Gelateria Tre Fontane (Piazza Navona 50), ao lado da Fontana del Nettuno. O sabor foi de mascarpone, muito bom! O sorvete italiano artesanal (gelato artigianale) é uma delícia! Há diversos sabores irresistíveis.


Depois da Piazza Navona, seguimos a pé para o Pantheon. Passamos por esta ruela com estas mesinhas ao ar livre e resolvi fotografar porque ela é bem típica de Roma. Na cidade, estas ruelas (há outras mais estreitas) antigas, que muitas vezes vão desembocar em uma piazza, exibem mesinhas convidativas.


E, então, avistamos o Pantheon (Panteão), que é a construção mas bem preservada da Roma antiga. Tem quase dois mil anos desde sua total reconstrução durante o reinado do imperador Adriano. O templo fica no meio de uma praça movimentadíssima, a Piazza della Rotonda. Nela, muitos turistas comendo nos cafés, entrando e saindo do Panteão e descansando nos degraus da Fonte de Giacomo della Porta, que é a fonte com o obelisco egípcio no meio.


A cúpula do Panteão tem uma abertura (de 9 metros de diâmetro) por onde passa o sol (o oculus), o que permite uma iluminação natural. Mas se entra luz, também entra chuva.


O imperador Adriano queria que o Panteão fosse um templo dedicado a todos os deuses. Lá, você verá alguns túmulos reais (do Rei Umberto I e da Rainha Margherita Savoia, por exemplo) e do mestre da pintura Raphael (Raffaello Sanzio). 


O interior do Panteão, que é em forma circular. O templo tem chão de mármore.


À esquerda, no interior do Panteão. Atrás de mim, o túmulo de Raphael. À direita, em frente ao templo.


O pórtico do Panteão merece sua admiração. Dedique alguns minutos observando suas enormes colunas egípcias de granito. Se quiser dar uma voltinha de charrete, é nesta piazza que você vai encontrar algumas. E uma informação boa de se dar: a entrada no Panteão é gratuita!



A Fonte de Giacomo della Porta (Fontana del Pantheon), na Piazza della Rotonda, de frente para o templo.



Pertinho do Panteão (atrás do templo), está a Piazza della Minerva, local da Santa Maria sopra Minerva. A igreja estava fechada, por isso não a visitamos. Em frente à igreja, uma obra de Bernini, que é esse obelisco em cima do elefante.


Depois de visitarmos o Panteão, caminhamos até a Fontana di Trevi, seguindo as placas indicativas nas ruas. No caminho, passamos por algumas ruelas charmosas como esta, à esquerda. Em Roma, sempre há uma surpresa em cada esquina. Nesta, da foto da direita, o que nos chamou a atenção foi este carrão


E, de repente, quando menos esperávamos, eis que demos de cara com ela, a grandiosa Fontana di Trevi! Linda!!! Foi emocionante ver a tão famosa fonte que já serviu de cenário para tantos filmes, entre eles, o clássico La Dolce Vita (1960). No filme, a atriz Anita Eckberg entra na fonte de roupa e tudo. Ai, que inveja! Mas nem pense em imitá-la; é proibido! A fonte é vigiada por alguns policiais. Assista à famosa, linda e romântica cena de La Dolce Vita clicando aqui.


Não deixe de contemplar os detalhes da Fontana di Trevi, ainda que você não saiba o que cada estátua representa. A figura central é o Deus Netuno (ou Oceanus) entre dois tritões. A fonte fica acoplada ao Palazzo Poli. Esta é a mais linda fonte de Roma.


A Fontana di Trevi é cercada por tanta gente que fica difícil saber quem é turista de verdade e quem é algum espertinho, aquele típico “pega-turista”. Esta foto foi tirada com a nossa máquina por um desses espertinhos. Nós bem que desconfiamos, ele foi muito simpático, e insistiu para tirar a nossa foto. Acabamos aceitando a “gentileza” porque, às vezes, a pessoa pede para retribuir o favor tirando-lhe uma foto também. Mas, após o carinha ter tirado a nossa foto, ele pediu para comprarmos a foto que ele tiraria com a máquina dele, uma Polaroid. Ah, ha, sabia! Poderíamos ter recusado, mas, tudo bem, a foto da máquina dele ficou razoável e ele cobrou só alguns euros. 


Segundo a lenda, se você jogar uma moeda na fonte, por cima do ombro, com as costas viradas para ela, você retornará a Roma. Outra lenda reza que três de seus desejos serão atendidos. Melhor é não desperdiçar a oportunidade estando de frente, ou melhor, de costas, para a fonte dos desejos. 


Veja como a Piazza Fontana di Trevi é repleta de turistas. 


Deixamos a Piazza Fontana di Trevi e fomos nos refrescar com um gelato. O verão italiano é bem quente, viu? Então, os gelatos são mesmo uma grande pedida nos dias quentes. Mas, atenção: os mais gostosos são os artesanais. Nunca tomei sorvetes tão cremosos e gostosos como esses. Repare que o aspecto deles é bem cremoso, bem diferente do aspecto compacto dos sorvetes industrializados.


Os sorvetes artesanais são enfeitados com as frutas que correspondem aos sabores, então as vitrines ficam lindas, coloridas, uma verdadeira tentação! Há diversos sabores, muitos de frutas (pera, coco, pêssego, maracujá, laranja etc.) e de chocolate. Difícil é saber qual escolher. E muitas gelaterias expõem os nomes dos sabores em inglês também, além do italiano. Experimentei o de iogurte, de pistache, de melão, entre outros. Gente, é bom demais!


Os sorvetes artesanais que eu mais gostei em Roma foram os da gelateria Blue Ice, que existe em vários pontos da cidade (à esquerda). Custam em torno de 3 euros e são muito bem servidos. Você pode pedir seu gelato com panna, que é um creme tipo chantilly que vai como cobertura e que geralmente não é cobrado à parte (à direita, no sorvete de pistache na casquinha). Particularmente, prefiro meu sorvete sem panna. Você pode pedir un cono (uma casquinha) ou una coppetta (um copinho).



Depois da Fontana di Trevi, ficamos perambulando pelas ruas e fomos tendo surpresas com mais piazzas (Roma é cheia delas). Assim, conhecemos a Piazza Colonna (Via del Corso), onde há no centro uma enorme coluna, a Colonna di Marco Aurelio (foto superior, à esquerda). Em frente à coluna, está a Galleria Alberto Sordi (inferior, à esquerda). Continuamos andando e entramos na Piazza di Montecitorio. Lá está o Obelisco di Montecitorio (superior, à direita) e o Palazzo Montecitorio (inferior, à direita). Bem, essas piazzas não são visitas obrigatórias, mas esteja certo de que você vai se deparar com bonitas praças como essas em suas andanças.


Chegamos, então, à Piazza Campo de’ Fiori (Campo de Flores). Esta, sim, estava em nosso roteiro, pois é uma das praças mais interessantes de Roma. No centro dela, a estátua do filósofo Giordano Bruno e, ao redor da estátua, inúmeros cafés, ristorantes e pizzerias (todos com mesas ao ar livre). Um lugar super animado, também com artistas de rua, inclusive, músicos. Lá há um mercado de rua (frutas, verduras e peixes) que funciona de segunda a sábado, das 7 às 13:30 (não chegamos a conhecer). A praça ao lado, a Piazza Farnese, é bacana também.


E foi a Piazza Campo de’ Fiori que escolhemos para comer em nossa primeira noite em Roma. Sentamos na Voglia di Pizza, uma pizzaria informal, mas com um atendimento muito simpático. Fomos recebidos muito cordialmente por um rapaz que disse ter um irmão que mora no Brasil. E veio nos mostrar com muito orgulho uma camisa da Seleção Brasileira. Lá pedimos um spaghetti bolognese e uma pizze margherita. De sobremesa, um tiramisù, que é um doce gelado feito com mascarpone e que tem gostinho de café.


Nada como começar um dia em Roma tendo como destino o Coliseu. Para chegar lá de ônibus, tivemos de descer na Piazza Venezia, que ostenta o monumento Vittorio Emanuelle II, inaugurado em 1911. Para mim, é grandioso e lindo, mas é desdenhado por muitos romanos. Mas seja lá qual for o motivo de os romanos não gostarem desse monumento, por exemplo, por parecer uma máquina de escrever ou por ter destruído uma grande área do Monte Capitolino para sua construção, o fato é que não há como não se admirar com essa grandiosa construção de mármore branco.


O monumento Vittorio Emanuelle II foi construído para comemorar a unificação da Itália e homenagear esse rei, que foi o primeiro da Itália unificada. Quando estiver de frente para ele, contemple sua escadaria (e suba nela também para ter uma ótima vista do Fórum Romano), colunas, estátuas e fontes. Bem, daqui, você pode aproveitar e visitar a Piazza del Campidoglio, que fica ao lado. Mas preferi poupar a minha energia e ir direto ao Coliseu e, depois, ao Foro Romano.


Então, a partir da Piazza Venezia, pegamos a Via dei Fori Imperiali, que vai dar de encontro com o Coliseu. Na foto, a Colonna Traiana (Coluna de Trajano), com cerca de 38 metros de altura, chama logo a atenção. Ela está ao lado das ruínas das construções do Fórum de Trajano (Foro di Traiano). A partir da Coluna de Trajano, você vai andando pela Via dei Fori Imperiali, via essa que margeia as mais famosas ruínas de Roma.


Andamos pela Via dei Fori Imperiali até chegarmos ao Coliseu. Esta área faz parte da Cidade Antiga, onde Roma nasceu.


Em frente às ruínas do Fori Imperiali (lugar de reuniões comerciais e políticas dos imperadores) e Mercati Traianei (Mercado de Trajano). O Mercado de Trajano reunia edifícios comerciais.



Na Via dei Fori Imperiali, você encontrará estátuas de imperadores romanos, entre eles, não poderia faltar, a de Trajano.



Outras estátuas de imperadores (à esquerda, de Augustus, e, à direita, de  Nerva) na Via dei Fori Imperiali.


Do outro lado da calçada da Via dei Fori Imperiali, os quatro mapas de pedra no muro mostram a expansão do Império Romano. Impressionante chegar perto para ver o quanto o império se expandiu, tudo começando com uma cidade, que era Roma (veja a cidade marcada com o pequeno ponto branco no primeiro quadro).


E, a mais alguns passos, o imponente, o espetacular, o colossal Coliseu (ou Colosseo/Coliseo/Anfiteatro Flaviano)! Recebeu esse nome porque foi construído perto do Colosso de Nero. Ele é um antigo e imenso anfiteatro, que, na época que foi erguido, abrigava cerca de 50 mil espectadores. Depois foi ampliado com um quarto andar e passou a abrigar 90 mil.


O Coliseu é o símbolo mais emblemático de Roma, pois é a obra mais grandiosa do Império Romano, além de ser uma das Grandes Maravilhas do Mundo. Foi o Imperador Vespasiano quem ordenou a construção do anfiteatro, no ano de 72, mas quem o inaugurou foi o seu filho Tito, 8 anos mais tarde. A inauguração foi festejada com a matança de 5 mil animais em um único dia e a comemoração continuou por 100 dias ininterruptos.



Uma dica: está vendo essa barraquinha de rua, à direita? Pare nela e compre uma garrafinha de água, pois nem dentro do Coliseu nem no Fórum Romano, você vai encontrar lugar para comprar água. No verão, a água faz-se mais necessária ainda. Outra dica: as filas para comprar ingressos no Coliseu são sempre longas. Para encurtar seu tempo na fila, você pode comprar os ingressos de uma das seguintes formas: 1) no Palatine (perto do Coliseu, tem filas bem menores); 2) pelos sites http://www.rome-museum.com/ e http://www.pierreci.it (nos quais você pode, inclusive, pagar a mais por um tour guiado); 3) com um vendedor que muito provavelmente irá abordá-lo em frente ao Coliseu, oferecendo um tour com um guia profissional dentro do Coliseu e do Fórum Romano. Ficamos com a terceira opção. Aliás, eu fui ao Coliseu já pensando nessa alternativa, pois já tinha lido bons comentários a respeito. O serviço custou um pouco mais do que o dobro do ingresso do Coliseu e o valor incluía o tour e o ingresso. As explicações dadas pelo guia são somente em inglês.


Realmente, não pegamos fila para entrar, mas ficamos esperando uns 30 minutos em frente ao Coliseu até um grupo se formar. Tudo bem, enquanto isso, tirávamos fotos do Coliseu. Depois a guia apareceu, deu algumas instruções a respeito do tour e explicações sobre a construção e história do Coliseu (nisso foi mais uns 20 minutos). Só depois entramos, seguindo a guia. Quando entramos no Coliseu, passamos por corredores estreitos e meio escuros, mas, de repente, lá estávamos dentro do estádio com uma ampla visão do seu interior. Nesta foto, podemos ver as arquibancadas, que eram divididas por setores, de acordo com a classe social.


Voltando a falar do tour no Coliseu, a gente foi andando dentro da arena até acharmos um arco que proporcionava uma sombra melhor, pois o dia estava ensolarado e bem quente. E ali ficamos por mais uma meia hora, parados e em pé, ouvindo em inglês as explicações da guia. Essa foi a parte chata do tour, pois eu achei que fôssemos ficar circulando com ela dentro do Coliseu, explorando mais seus corredores. Então, eu não via a hora da guia parar de falar para eu ir explorar por conta própria todas as suas galerias. Nesta foto, vemos uma reprodução dos assentos das arquibancadas do Coliseu, que eram de mármore.


De dentro do Coliseu, temos uma vista privilegiada do Arco de Constantino, que fica ao lado. É o mais bem preservado arco de Roma. Foi erguido para celebrar a vitória do imperador Constantino sobre seu rival Magêncio.


O Coliseu já passou por várias reformas. Um dos motivos foi o estrago causado ao estádio por um terremoto no século V. Os outros foram saques e a ação do tempo. O que vemos hoje, é claro, são só as ruínas, pois de sua edificação foram retiradas várias pedras para a construção de palácios e igrejas. Mas o que restou, aliado ao que lemos a respeito e à nossa imaginação, já nos dá uma ótima ideia de como esse estádio era na época do Império Romano.


A fachada  do Coliseu (foto superior, à esquerda) e o interior, um labirinto de celas.



São séculos de história que se resumem a essas ruínas. E, apesar de ter gostado muito de estar ali dentro, ficava um pouco amargurada por saber que estava num lugar que foi um palco de crueldades. Pois, para o entretenimento da plateia, os gladiadores (muitos eram prisioneiros de guerra e criminosos) lutavam entre si ou contra animais selvagens.  


Há estudos que dizem que algumas vezes o Coliseu também era inundado para batalhas navais.


As celas subterrâneas. Não dá para olhar para o Coliseu sem imaginar o espetáculo de carnificina que rolava aqui. As cenas do filme Gladiador passaram muitas vezes diante de meus olhos enquanto eu observava o interior do Coliseu.


Os visitantes podem ver bem de perto o primeiro nível do Coliseu para observar as masmorras subterrâneas. Aqui ficavam os prisioneiros e os animais enjaulados.


Terminada nossa visita dentro do Coliseu, ficamos esperando do lado de fora um segundo guia que nos levaria ao Fórum Romano (Foro Romano) e ao Palatino.


E, então, fomos com o segundo guia até o Foro Romano e o esquema foi muito parecido com o do “tour” no Coliseu. Paramos em somente uns três lugares lá dentro enquanto escutávamos as explicações do guia. No Foro, é muito difícil perceber o que é o quê, pois quase não vemos placas identificando as áreas.  Este local, no Monte Palatino, era onde provavelmente o imperador andava a cavalo.

Então, como quase nada tinha identificação, fiquei sem saber o que eram (ou deveriam ter sido) várias áreas, como esta daqui. O Foro Romano era o centro cívico, social e político de Roma. Aqui havia templos, basílicas e tribunais. E hoje vemos as ruínas: muitas pedras e colunas.


Mas, mesmo que não entendamos nada, a visita ao Foro Romano e ao Palatino é imperdível. É uma vasta área que é um verdadeiro exercício para a imaginação. São ruínas e mais ruínas, muitas indecifráveis para o turista. Se você for sem um guia, pode ter a ajuda de audioguias.


Dentro do Foro Romano, desfrutamos de amplos panoramas da Cidade Antiga.


O Fórum Romano é muito grande. Dá para passar o dia inteiro aqui a explorar as ruínas.


O Palatino e as ruínas da antiga basílica do Império Romano (à esquerda). Ao fundo, à direita, vemos uma parte do Coliseu.


Esta foto, no Foro Romano, mostra o Arco di Tito e o Coliseu, ao fundo. Toda a área do Foro Romano sofreu muitos saques e as ruínas nos dão uma vaga ideia das construções antigas.  


O restaurado Arco de Septimius Severus (203 d.C.), no centro, no Foro Romano.


Foro Romano.  


Interior do Foro Romano e Palatino. Nós não percorremos tudo que deveríamos porque a sinalização é escassa,  porque o nosso guia parou em poucos pontos (ia narrando e apontando para os lugares), porque não tínhamos um bom mapa em mãos nem um audioguia e porque o dia estava muito quente. 


Ao fundo, a fachada do Museu Palatino.


Aqui, já estávamos deixando o complexo do Foro Romano. E o que achei do “tour guiado” tanto no Coliseu quanto no Fórum? Não me arrependi, mas achei um bocado chato e muito parado. Claro que não foi de todo ruim, sempre há informações interessantes a serem ouvidas. Mas ficar um tempão parada, de frente para o guia, que não parava de falar, naquele calor de matar, foi um pouco demais para mim. Chega uma hora que você nem consegue mais prestar atenção. A maioria das fotos que tirei desses lugares foi quando já estávamos por conta própria. Não quero passar uma imagem negativa desse tipo de tour oferecido nas proximidades do Coliseu porque, para muitos, pode ser de grande valia. Apenas estou passando uma opinião muito pessoal. O que mais decepcionou foi o fato de que pouco transitamos na companhia do guia turístico tanto dentro do Coliseu como do Fórum Romano.


Quando deixamos o Fórum, tiramos essas fotos. Passamos pela entrada do Palatino e do Foro, na Via dei Fori Imperiali (inferior, esquerda), pelo Tempio di Vesta (superior, esquerda) e pela Piazza della Bocca della Verità e pela torre da Santa Maria in Cosmedin, uma igreja medieval onde está a Bocca della Verità (Boca da Verdade), uma escultura de pedra que já foi usada como tampa de esgoto pelos romanos antigos. Conta a lenda que, na Idade Média, as mulheres eram levadas pelos seus maridos até essa pedra para que colocassem suas mãos dentro da boca ali esculpida. Se elas tivessem sido infiéis, a boca fecharia e cortaria suas mãos. Mas, não entramos na igreja. Não, eu não estava com medo da Boca! Estávamos cansados! Dali pegamos um táxi e fomos almoçar e descansar um pouco no hotel.



Antes de falar do próximo destino, uma pausa para comentar sobre as pizzas italianas. Em Roma, você vai encontrar muitos bares vendendo pizza al taglio. Nesses lugares, a pizza é vendida em pedaços e por quilo. São bem mais baratas do que nos restaurantes e bares onde ela é vendida inteira. Agora uma coisa curiosa: eu achava que na Itália, eu iria comer as pizzas mais gostosas da minha vida, mas me enganei. Bem, posso não ter escolhido os lugares certos... E o mais engraçado é que as pizzas mais gostosas que comi em Roma foram al taglio, que são vendidas em lugares bem mais simples. Isso não é uma regra, foi só um fato curioso que aconteceu comigo. Todas as minhas escolhas de restaurantes/bares/cafés/pizzarias foram ao acaso. 


Bem, chegamos, então, à Piazza di Spagna, pertinho da estação de metrô Spagna. Cinco motivos para você incluir essa praça no seu roteiro: 1) É uma boa parada para um descanso, então, junte-se aos outros e sente-se na escadaria (os Degraus Espanhóis) que liga à igreja Trinità dei Monti; 2) É um popular ponto de encontro; 3) É famosa por servir de palco para desfiles de moda (é quando a escadaria recebe um gigante tapete vermelho); 4) É muito movimentada; 5) Fica numa rua com lojas de grifes.


A vista da Piazza di Spagna do topo dos Degraus Espanhóis. Em frente, a loja Dior. Por aqui, você encontra as melhores lojas de Roma.


Esta fonte fica em frente aos Degraus Espanhóis e se chama Fontana della Barcaccia. Repare no formato da fonte: um barco meio afundado.


Subindo os degraus, você verá uma praça com exposições de gravuras e pinturas. Essas são fotos que tirei no topo dos Degraus Espanhóis.



A única coisa chata da Piazza di Spagna são os vendedores de rosas, que abordam as mulheres, “dando-lhes” rosas. Primeiro dizem que as rosas são de graça e que é só uma gentileza que estão fazendo. Mesmo a gente recusando, eles insistem. Mediante à insistência, eu aceitei a rosa. E aí, então, ele pediu alguns euros. Acabamos cedendo, pagando menos do que ele pediu, é claro (acho que demos uns 2 ou 3 euros). Mas tudo bem dessa vez, pois, apesar de chato, o cara era simpático. Se não quiser pagar pela rosa, simplesmente não lhes dê a menor confiança, por mais bonzinhos que possam parecer.



Uma rua típica de Roma, com bares e mesas nas calçadas. Os restaurantes costumam colocar o menu na entrada.


Depois, fomos ver os principais monumentos romanos iluminados à noite, algo que você não deve deixar de fazer. Aqui, o Mercado de Trajano com seus diversos halls onde eram vendidos os produtos. O mercado foi construído no início do século II d.C.


Uma parte da decoração nas ruínas do mercado do Foro.


E o Coliseu, também lindo iluminado. 


Roma à noite.

No dia seguinte, fomos ao Vaticano. É muito fácil chegar lá de metrô. Mas o Vaticano mereceu uma postagem à parte.


Depois de termos passado a metade do dia no Vaticano, ainda encontramos disposição para mais alguns passeios na cidade romana. Fomos até a Piazza del Campidoglio (Praça do Monte Capitolino), famosa praça projetada por Michelangelo para receber o Imperador Carlos V de Habsburgo em Roma, em 1536. Esta piazza é o centro da Roma Antiga, onde ficava o Templo de Júpiter. Nos três lados da praça, vemos o Palazzo Senatorio (ao fundo), o Palazzo Nuovo (à esquerda) e o Palazzo dei Conservatori (à direita). Os dois últimos formam os Museus Capitolinos (Musei Capitolini). A Piazza del Campidoglio fica ao lado da Piazza Venezia.


Subindo a rampa para a Piazza del Campidoglio (onde está a prefeitura de Roma), somos recebidos pela estátua de Marco Aurélio bem no centro. Atrás dele, o Palazzo Senatorio (foto superior, à esquerda) e, ao seu lado, o Palazzo dei Conservatori (inferior, à esquerda). Galera descansando na escadaria ao lado da piazza (superior, à direita) e a escadaria que leva à piazza (inferior, à direita).


Saímos da Piazza del Campidoglio e fomos caminhando até sermos surpreendidos pelo, peraí, o Coliseu??? Não, mas bem que parecia... “Dio mio, que arena é aquela?!” pensei. Eu não tinha sequer visto em fotos, nem lido nada a respeito. Chegamos mais perto e descobrimos que era o Teatro di Marcello. Quando eu disse que em Roma, deparamo-nos com uma surpresa em cada esquina, eu não estava mentindo. Vim a descobrir depois que o Teatro di Marcello foi construído antes mesmo do Coliseu, então se o segundo é famoso por ser maior, o primeiro não deveria ser menos famoso por ter servido de modelo. Julius Caesar foi quem deu início aos projetos do Teatro di Marcello.



Foi impactante dar de cara com o Teatro di Marcello e não sei por que ele não é mencionado na maioria dos guias/revistas de viagem. Se eu fosse você, incluiria no roteiro. Afinal, o Teatro di Marcello fica pertinho do Campidoglio, na Via del Teatro di Marcello (Piazza Venezia), numa área arqueológica. O teatro já foi restaurado várias vezes. Ao lado dele, o Templi di Apollo Sosiano (à direita, na foto), com suas três colunas (outra surpresa que tivemos). Na época da minha visita, havia uma comédia em cartaz no teatro. Que bacana, não?


Esta pequena fonte chama-se Fontana delle Tartarughe e fica na Piazza Mattei. É uma famosa praça em Roma apesar de ser bem tranquila e pequena. O que mais se vê em Roma são praças e igrejas.


O dia estava muito quente, então nada como um gelato para refrescar as ideias. Aqui estou na area sacra di Largo Argentina (ou Largo di Torre Argentina). Este lugar nem estava previsto no meu roteiro. Como disse, em Roma você vai descobrindo ruínas e monumentos históricos inesperadamente. 


No Largo Argentina estão as ruínas do Teatro de Pompeu


E haja disposição para somente um dia, mas não se pode perder um minuto numa cidade com tantas coisas interessantes para se ver como é Roma. Então, do Largo Argentina, seguimos a pé para o distrito de Trastevere, que eu particularmente amei. Passamos antes pelo Ghetto, que fica no caminho e que é uma região com restaurantes judeus. À direita, a Sinagoga do Ghetto.


No caminho para Trastevere, encontramos essa área com muitas mesas para se comer ao ar livre e barracas (à direita) vendendo artesanatos, roupas etc. Esta é a região de Lungotevere.


Na foto superior à esquerda, estou na Ponte Cestio, que leva a Trastevere. As fotos mostram LungotevereTrastevere quer dizer “atravessar o Tibre”.


Esta é a basílica de San Bartolomeo all’Isola, por qual passamos no caminho até os bares de Trastevere.


Passamos também por esta casa cuja fachada achei linda.


Trastevere é o bairro boêmio de Roma, um dos melhores lugares para jantar (há muitas opções), pois, à noite, os restaurantes ganham um charme especial com a iluminação. 


Estas fotos  mostram uma típica cantina italiana, que foi onde jantamos em Trastevere (no Ristorante Carlo Menta, na Via della Lungaretta, 101) e algumas das comidinhas que lá experimentamos: nhoque (que foi servido antes de uma bisteca) e, de sobremesa, tiramisù (superior, à direita) e tartufo bianco (embaixo, à direita). O tartufo bianco (trufa branca) é uma bola de sorvete de creme com uma cobertura que tem um gostinho de açúcar cristalizado e com um recheio de suave sabor de café. Recomendo o Ristorante Carlo Menta. A comida é boa e o preço bem razoável.


Uma das vielas de Trastevere, que são assim, cheias de cafés, bares e restaurantes.


Em Trastevere, você vai encontrar muitas praças pequenas onde as pessoas comem ao ar livre.


Super recomendo Trastevere para um programa noturno! A atmosfera do lugar é bem "italiana". 


Esta foto é só para mostrar o interior de outra cantina/pizzaria italiana. Esta era perto de nosso hotel. 


No dia seguinte, fomos a Pisa, então não fizemos praticamente nada em Roma. No dia posterior ao de Pisa, já era o nosso último dia em Roma e resolvemos sair com o pensamento de que o que desse para ver já seria lucro. Afinal, nosso voo de volta para o Brasil era à noite, então não podíamos nos estressar com roteiros, embora eu já tivesse alguns lugares em mente. Começamos fotografando essa praça muito simpática, perto do nosso hotel, a Piazza della Repubblica. A bela fonte é a Fontana delle Naiadi. Há uma estação de metrô à esquerda nesta praça. Ao redor desta praça, muitos lugares para comer.


Depois andamos pela Via del Corso (esta da foto), a rua indicada para fazer compras de artigos com preços mais em conta. Por aqui há muitas lojas de roupas e sapatos. Outras duas ruas que são recomendadas para compras mais acessíveis são a Via Nazionale e a Via del Tritone. Para lojas de marcas de grife, vá à Via Condotti.


Em Roma, você verá muitas motos e vespas. Aos montes.


Encontrará também muitas bancas como esta, da Via del Corso, que vendem ótimas lembranças da cidade: chaveiros, réplicas de gladiadores, T-shirts, pratos etc.


Depois de andarmos pela Via del Corso, saímos na Piazza del Popolo. Não esperava que a praça fosse tão bonita!


Numa extremidade da Piazza del Popolo, há duas igrejas idênticas, uma do lado da outra. As igrejas gêmeas são a Santa Maria in Montesanto e a Santa Maria dei Miracoli.


A Piazza del Popolo tem lindas esculturas.


A bela escultura de Netuno na Piazza del Popolo.


 Os leões da Piazza del Popolo atraem a criançada.


Ao lado da Piazza del Popolo, há uma subida para o terraço do Pincio, que é um parque. O Pincio fica ao lado do parque da Villa Borghese. O legal de subir até o Pincio é que, na Piazzale Napoleone I, você tem uma vista panorâmica da cidade, principalmente da Piazza del Popolo.


O Pincio e as praças ao redor são ótimos lugares para relaxar. 


Área ao redor do Pincio: ótimo retiro de verão.


 Fotos tiradas no terraço do Pincio. À direita, a placa indica os pontos de interesse do parque da Villa Borghese, como a Galleria Borghese (galeria muito conceituada; expõe obras de grandes mestres, como Caravaggio e Bernini) e o Museo Civico di Zoologia. A Villa Borghese é um parque grande e bem tranquilo. Tem zoológico, lagos, florestas etc. 





É claro que não tivemos tempo de ir à Villa Borghese, portanto descemos para a Piazza del Popolo e, para sairmos dela, passamos pela Porta Flaminia (ou Porta del Popolo), que é esta da foto. Na verdade, eu nem sabia o que era, só vim a descobrir depois. Segundo a Wikipedia, antigamente os viajantes que vinham do norte de Roma entravam na cidade por esta porta.  

Ao lado da Porta del Popolo, está um muro histórico e o que tudo indica é que faz parte da Viale del Muro Torto. Uma placa aqui dizia que há várias lendas acerca deste muro, entre elas, a de que o túmulo de Nero estaria localizado aqui.  


Fonte ao lado da Porta del Popolo. Em Roma, você não precisa gastar dinheiro para comprar água para beber. 


Deixamos a Porta del Popolo para trás, passamos pela Piazzale Flaminio e entramos nesta rua para o almoço. Por estas bandas, você vai encontrar muitas pizzarias e restaurantes mais simples e mais baratos. A foto mostra um bonde de Roma.


Depois do almoço, continuamos andando meio sem rumo, prontos para novas descobertas, mas, na verdade, pelas redondezas onde nos encontrávamos já não havia mais nada de interessante, tirando esta ponte que tem meu nome: Ponte Regina Margherita. J


Pegamos um táxi com destino ao Hard Rock Cafe, que fica na Via Vittorio Veneto. Sempre que possível, como uma tradição, gosto de entrar no Hard Rock de cada cidade que visito.


Para chegar de metrô ao Hard Rock Cafe de Roma, a estação é a Barberini, que fica nesta praça, a Piazza Barberini.  Aqui pegamos o metrô e já nem me lembro mais em qual estação desembarcamos. A praça é pequena, mas há um bom comércio em volta dela. Sua bela fonte, a Fontana del Tritone, foi esculpida por Bernini. Aqui perto fica o Palazzo Barberini.


Passamos por estes simpáticos artistas de rua (em Roma, há muitos) que, depois que você deposita um dinheirinho na latinha, tremelicam-se e riem em forma de agradecimento. 


Uma das ruelas típicas de Roma, com mesas de pizzerias/trattorias/etc. ao ar livre.


E entramos sem saber na Piazza di Pietra, outra boa surpresa que tivemos com nosso "roteiro ao acaso". 


Então, no dia eu nem sabia que estas colunas são o que sobrou do Templo de Adriano, construído em 144 A.D.


Em muitos pontos turísticos, como na Piazza di Pietra, encontramos artistas de rua, tais como este vestido de soldado romano (à direita).


Bem, já era hora de voltar para o nosso hotel, o Suite Dreams, pois o motorista contratado pelo hotel nos levaria ao aeroporto Fiumicino. Na época, achei que o valor cobrado pelo serviço valeria a pena (cheque o valor atual no site do hotel). Na foto, mostro o quarto desse hotel no qual ficamos (Double room, queen bed), o buffet e a sala do café da manhã. Nós gostamos muito do hotel. O quarto era pequeno, mas tinha um bom armário e estava tudo novo e limpo. O banheiro tinha um box enorme. Recomendo muito o hotel.


A entrada do Hotel Suite Dreams não tem nada de luxuoso, fica numa rua simples e está no mesmo prédio onde funcionam outros hotéis. O elevador é daqueles antigos cuja porta você tem que abrir e fechar com a mão. Mas leve em consideração que muitos hotéis em Roma são em prédios antigos.  Mesmo assim, eu achei que valeu a pena a hospedagem aqui. O hotel fica perto da estação de trem Termini (uns 10 minutos andando; longe o suficiente para você se sentir mais seguro), o que, para gente, foi uma  vantagem. Tem estação de metrô e ponto de ônibus perto também. Pegamos ônibus para irmos ao Coliseu e à Piazza Navona, por exemplo (uns 10 minutos de viagem). Achei o custo-benefício deste hotel muito bom. O hotel já até ganhou selo de qualidade do Tripadvisor.   




No vídeo acima, você vê o Pantheon, a Fontana di Trevi, a Piazza Navona, o Coliseu, a Piazza di Spagna (e os Degraus Espanhóis), a Basilica di San Pietro e a Piazza San Pietro.

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Roma é amor à primeira vista. É amor no próprio nome; experimente escrevê-lo ao contrário. É uma surpresa em cada esquina. É história contada pelas ruínas, igrejas, museus, palácios, praças e por aí vai. Conhecer Roma é entrar num túnel do tempo, é aprender história in loco. Mas não é só isso. É também apaixonar-se pela arte de grandes gênios (Michelangelo, Bernini, Raffaello, Caravaggio etc.) e  pelos seus gelatos. Eu sou do time daqueles que se apaixonaram por Roma, uma cidade de mais de 3 mil anos de história! Como não se impressionar com o Coliseu (só por causa dele já valeria a visita à cidade), a Fontana di Trevi, as piazzas e vielas antigas e o antigo bairro boêmio de Trastevere? Como não se encantar com uma cidade que preserva sua história antiga mas que também sabe ser contemporânea? Aliás, amo a Itália. É um país que eu gostaria de conhecer por inteiro. Veneza e Florença, por exemplo, além de Roma, estão entre as cidades mais incríveis que eu já conheci.

Eu passei 4 dias maravilhosos nessa cidade que só me deixaram com um gostinho de quero mais! Na verdade, eu fiquei 5 dias, mas dediquei 1 dia num bate-volta a Pisa. Foram suficientes? Claro que não! Como conhecer uma cidade com tanta coisa para contar e tanta arte para mostrar em tão pouco tempo? São muitos museus, galerias, palácios... Roma é para ir e voltar várias vezes se a intenção é conhecer bem mais de seus top ten. Mas quatro dias bem aproveitados na cidade (quase sem direito a descanso) já dão a oportunidade de conhecer as principais atrações. Os museus e palácios é que tiveram que ficar de fora do meu roteiro, com exceção dos Museus Vaticanos. Mas não dá para fazer milagres com 4 dias, né? E eu já tenho um bom motivo para voltar a Roma! J  

Abaixo vai um resumo dos principais pontos turísticos que visitamos em Roma (totalizaram 18). Sublinhei aqueles que são obrigatórios. Se você tiver mais tempo, ainda pode ir a(o): Circo Massimo, Ostia Antica, San Giovanni in Laterano  etc. É importante ter em mãos um bom guia e um mapa para saber o que se está vendo, onde comprar o quê, o que conferir em caso de tempo sobrando etc. Mas não se prenda muito aos guias ao ponto de não deixar seus olhos se desgrudarem do papel. Se possível, estude antes. Você vai precisar do seu precioso tempo para permitir que seus olhos apreciem os detalhes. E, se diante de uma ruína você não conseguir decifrá-la, faz parte. O bom também em Roma é deixar a imaginação rolar solta.    


As principais atrações de nosso roteiro em Roma:

- Coliseu
- Foro Romano e Palatino
- Panteão
- Fontana di Trevi
- Piazza del Campidoglio
- Piazza Navona
- Piazza Campo de'Fiori
- Piazza di Spagna
- Piazza Venezia
- Piazza del Popolo
- Piazza di Pietra
- Pincio
- Teatro di Marcello
- Mercado de Trajano (por fora)
- Largo Argentina
- Trasteveve
- Vaticano (Basílica de São Pedro e os Museus do Vaticano e Capela Sistina)
- Castel Sant'Angelo (por fora)


Agora um resumo dos principais palácios em Roma:
Palácios:

- Palazzo Altemps
- Palazzo Barberini
- Palazzo-Galleria Doria Pamphilj
- Palazzo Massimo alle Terme

E dos principais museus:
Museus:

- Museo e Galleria Borghese
- Musei Capitolini
- Museo Nazionale Etrusca di Villa Giulia


Restaurantes:


- Nos menus na Itália, você encontrará as opções de antipasto, primo e secondo, que correspondem às entradas (patês, por exemplo), às/aos massas/risotos/sopas e às/aos carnes/peixes, respectivamente. Então, o il secondo é o prato principal. Assim é composta uma refeição completa nos restaurantes italianos. E você ainda pode complementar com uma salada (insalata) e a sobremesa (dolce). Nos ristorantes mais formais, é esperado que você peça a refeição completa, mas nas pizzarias e outros estabelecimentos menos formais, não tem problema.

- O ristorante é mais caro, mas tem melhor serviço (toalhas de mesa, por exemplo). Já a trattotria é menos cara; porém, mais informal.

Nos bares e lanchonetes, quem come em pé paga menos. É preciso pagar no caixa antes.

- Gorjeta - De 5% (geralmente em uma pizzaria)  a 10% (geralmente em um ristoranti) do valor da conta (il conto), se já não vier na conta. 


- Para se ter ideia dos valores nos restaurantes em Roma, um almoço simples para 2 pessoas, com refrigerantes e, às vezes, com a sobremesa, sai em torno de 37-50 euros (valores de 2011). É claro que esses valores podem oscilar muito dependendo, por exemplo, da localização do restaurante (perto de um ponto turístico é mais caro) e dos acompanhamentos pedidos.

- O coperto (o que se paga por estar usando a mesa, a toalha, os talheres) é cobrado por alguns restaurantes.

Muitos restaurantes fecham para o almoço às 15:00.


Transporte:


- O ônibus e o metrô são eficientes meios de transporte em Roma; deixam em todos os pontos turísticos. Não entre no ônibus sem seu bilhete de embarque, que pode ser comprado em tabacarias e bancas de jornal. Logo na primeira viagem, você deve validá-lo dentro do ônibus, nas máquinas, pois você será multado se um fiscal entrar e vir que a sua passagem não está validada. E uma coisa muito importante: Cuidado com seus pertences no ônibus, principalmente no horário de rush! Roma tem todos os problemas de uma cidade grande, entre eles, assaltos. Quando o ônibus está cheio, os assaltantes ficam doidos para dar o bote. Pegamos uma vez um ônibus no horário de rush da tarde e eu desconfiei de um cara que estava muito perto da gente. Imediatamente coloquei minha bolsa na minha frente, segurando-a o tempo todo. Quem estiver carregando mochila, deve colocá-la na frente de seu corpo. Quando desembarcamos, desceu também um grupo de 3 jovens adultas (turistas). E adivinha o quê? Uma delas teve seus pertences roubados dentro daquele ônibus (pelo desespero dela, era o que tudo indicava)! E ela só percebeu depois!



Hospedagem:

- Conforme relatei, ficamos no Suite Dreams, do qual gostamos muito. Se quiser ficar num quarto melhor, pode reservar um com Jacuzzi. Mas se é de um hotel de luxo que você precisa, que tal o Westin Excelsior?


Data desta viagem: Julho de 2011.


Buon viaggio!


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